Professores têm trabalhado mais na quarentena e contam como estão os alunos

Por Redação 3 min de leitura

A rotina de trabalho dos professores sofreu drásticas mudanças por conta da pandemia. Tanto nas escolas da rede pública, como nas escolas da rede particular de ensino, a única forma de ensino possível atualmente é a virtual, seja através de aulas gravadas ou de aulas em plataformas digitais que permitem transmissão em tempo real. Em ambos os casos, a interação dos alunos e professores mudou muito, foi transferida para as telas dos computadores ou celulares.

A professora Rosicléia de Oliveira, Cléia, que leciona nos colégios estaduais Duque de Caxias e Florestal Presidente Costa e Silva relata que para auxiliar os alunos, sobretudo na disciplina de Matemática, o trabalho é constante.  “Não paramos nem nos finais de semana e feriados e não é uma questão de organização de tempo e sim de suprir as necessidades do estudante”, explica.

Segundo ela, essa nova forma de educação ainda não foi totalmente assimilada. “No geral, até que haja uma adaptação e se torne rotina, não está sendo fácil nem para o estudante tampouco para o professor”, diz.  A professora conta que para muitos alunos falta organização e disciplina para seguir esse formato de aula. Sem coordenação, diversos estudantes não acompanham as disciplinas todos os dias, como faziam na escola, e deixam as aulas e atividades se acumularem, o que aumenta o grau de dificuldade.

A professora Luciane G. Ferreira, que dá aulas da disciplina de História no Colégio Estadual Xavier da Silveira, confirma esse fato e chama a atenção para a necessidade de apoio que os alunos mais jovens têm na Educação à Distância (EAD). “Se no presencial já é difícil, em EAD torna-se mais complexo ainda, principalmente com os menores (do Ensino Fundamental), que ainda não têm muita autonomia, nem entendimento, nem maturidade suficiente para estudarem ‘sozinhos’”, enfatiza.

Segundo ela, quem assiste regularmente às aulas está acompanhando o conteúdo, entretanto a professora cita que há outros fatores que também influenciam na aprendizagem. “Acredito que para alguns alunos (aqueles que estão se dedicando mais: assistindo as aulas pela TV ou pelo youtube) e resolvendo todas as atividades, está sendo um pouco mais tranquilo; pelo menos na minha disciplina, que é teórica. Mas, não é fácil, porque muitos não têm acesso às tecnologias, outros tinham dificuldades de aprendizagem, além da falta de apoio da família (que já era a realidade de muitos)”, explica Luciane.

Outro fator que está influenciando o processo de aprendizagem, de acordo com o professor do curso de Informática do Instituto Federal do Paraná (IFPR), Francis Baranoski, é interação limitada entre alunos e professores no contato remoto, digital.  “É importante salientar que a avaliação da aprendizagem não é somente a aplicação de um exercício ou prova para a atribuição de conceito ou nota. A avaliação da aprendizagem é um processo que ocorre no dia-a-dia em sala de aula em que há a interação entre aluno e professor, e o docente percebe as particularidades, potencialidades e dificuldades dos alunos que são apresentadas pelos mais diversos tipos de feedback que só o professor é capaz de identificar”, afirma. Segundo ele, é a assim que o docente consegue a