Consumo de água aumenta em meio à estiagem severa

Por Redação 2 min de leitura

Sanepar alerta que sistemas de abastecimento estão no limite e alerta população a fazer uso racional e econômico da água.

Em meio à pior estiagem dos últimos 20 anos e à pandemia do coronovírus, a Sanepar registra aumento no consumo residencial de água na região Oeste. Em Diamante do Oeste, o consumo residencial de água em abril foi 23% superior ao do mesmo período de 2019. Os moradores de Vera Cruz do Oeste e de Toledo também consumiram mais água em casa. Em Vera Cruz do Oeste, o aumento foi de 7% e, em Toledo, chegou a 14%.

O gerente regional da Sanepar Eduardo Luiz Arrosi atribui esse aumento às altas temperaturas no final do verão e início do outono, além do isolamento social. “As pessoas estão ficando mais em casa e com hábitos de higiene mais acentuados, como lavar mais roupas. Além disso, passamos por uma seca prolongada e altas temperaturas”, afirma.

Estes fatores afetam o abastecimento público porque a estiagem severa tem reduzido a capacidade de captação e produção de água. Em Vera Cruz do Oeste, no início de maio, a Sanepar foi obrigada a interromper a captação no Rio São Pedro, devido à queda na vazão, o que provocou diminuição de 30% na produção de água.

Embora a produção tenha sido suficiente para atender à população, o sistema está no limite.

Em Diamante do Oeste, a redução na vazão do poço que abastece a cidade foi de 10% e, em contrapartida, o consumo de água aumentou 23%. “Isto desestabiliza o sistema e se o consumo não diminuir poderá faltar água”, diz Arrosi.

De acordo com o Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná) desde a primavera do ano passado, o regime de chuvas está 33% abaixo da média histórica, e a região Oeste foi uma das mais prejudicadas no período.

Em todo o Estado, a Sanepar tem feito campanha institucional para orientar e incentivar o consumo responsável de água, priorizando o uso da água para higiene pessoal e alimentação. Apesar da frente fria desta semana, segundo o Simepar, o cenário para os próximos meses não favorece a recuperação da umidade perdida durante