Rede Feminina busca mais voluntárias para acolher pacientes no Erasto Gaertner em Irati
A rotatividade das voluntárias e o aumento do número de atendimentos na unidade do Erasto em Irati motivaram a Rede Feminina a lançar a campanha para conseguir novas colaboradoras
Dedicar um pouco de tempo para auxiliar as pessoas que fazem tratamento oncológico. Esta é a função das voluntárias da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Irati (RFCC) que, dentre as várias atividades que podem desempenhar na entidade – como auxiliar em eventos, vender bilhetes de jantares para arrecadar recursos e fazer trabalhos de costura e crochê –, decidem atuar dentro da unidade de atendimento do Hospital Erasto Gaertner, auxiliando as pessoas.
Lá, o trabalho é acolher os pacientes: ouvir suas histórias, acalmar aqueles que estão iniciando o tratamento oncológico, oferecer palavras de conforto, entregar mantas, goros e cachecóis para aquecer quem acabou de fazer a quimioterapia, servir chá e alimentos.
“A ideia é fazer o paciente se sentir acolhido desde o primeiro momento, para não ter a sensação de ‘me jogaram nesse lugar aqui e não sei aonde vou’”, explica a presidente da RFCC, Ieda Regina Waydzik. Segundo ela, este trabalho requer uma escala diária de voluntárias. São duas no período da manhã e duas no período da tarde. E como a unidade do Erasto Gaertner está gradativamente aumentando o número de atendimentos – agora, por exemplo, passará a ter consultas e quimioterapias às sextas-feiras –, são necessárias mais integrantes na Rede Feminina para acolher os pacientes.
“Precisamos de mais voluntárias, porque o serviço lá é psicologicamente cansativo, porque você está em contato direto com o momento que a pessoa recebe uma má notícia, o momento que ela está super desanimada de estar tendo que submeter a tratamento médico. Às vezes, é a primeira consulta, que ela vai receber a notícia boa ou ruim; e elas conversam muito com as voluntárias, que ficam ali dando atenção e tentando acalmar as pessoas. E isso é bastante desgastante, então não é toda pessoa que se adapta”, explica Ieda.
A presidente da RFCC comenta que estes dois fatores, a rotatividade das voluntárias e o aumento do número de atendimentos, motivaram a Rede Feminina a lançar a campanha para conseguir novas voluntárias. “A função que mais está nos fazendo falta agora é aquela voluntária que possa estar dentro do hospital”, diz.
O que é preciso para ser voluntária
Para ser voluntária há alguns requisitos, além de ter disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para o trabalho. A presidente da RFCC explica o que é preciso. “Primeiro é não fumar, não estar em tratamento de câncer. Muitas pessoas passam pelo tratamento de câncer e querem ajudar, mas a pessoa precisa estar uns três anos fora [sem estar em tratamento], porque senão ela sofre psicologicamente”, diz Ieda.
Ao decidir ser voluntária é preciso procurar uma funcionária do Erasto Gaertner que atua junto à RFCC, Mariane, e receber as primeiras orientações. Depois conversar com voluntárias que já atuam há mais tempo e recebe um treinamento, já no convívio com os pacientes. Nos primeiros dias, as novas voluntárias atuam em conjunto com as integrantes da RFCC para que saibam com agir.
“É um trabalho em que você se doa, tem que esquecer o teu problema para encarar o problema do outro”, lembra Ieda, que acrescenta que as voluntárias podem ser mais jovens ou mais velhas, desde que tenham vontade e disponi

