Como identificar sinais de violência sexual contra crianças e o que fazer?

Por Redação Hoje Centro Sul 3 min de leitura

Profissionais da Secretaria de Assistência Social e Direitos da Mulher de Fernandes Pinheiro explicam os comportamentos que precisam de atenção das famílias, destacam que a vulnerabilidade de crianças com deficiência é maior e orientam como agir

No mês de conscientização e combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, a Secretaria de Assistência Social e Direitos da Mulher de Fernandes Pinheiro reforça: a proteção começa com a nossa atenção aos mínimos detalhes. Crianças que sofrem algum tipo de violência mudam seu comportamento. Saber ler esses sinais e escutar sem julgamentos pode salvar vidas.

Sinais

Fique atento aos sinais gerais:

Mudanças repentinas no comportamento: Isolamento, choro sem motivo aparente, agressividade ou medo excessivo de pessoas ou lugares específicos.

Comportamentos regressivos: Voltar a urinar na cama, chupar o dedo ou demonstrar dependência extrema que não correspondia à idade atual.

Conotação sexual inadequada: Expressões, desenhos, termos ou brincadeiras com teor sexual que não condizem com a sua fase de desenvolvimento.

Distúrbios de sono e apetite: Pesadelos frequentes, insônia ou recusa alimentar.

Atenção redobrada: Crianças com deficiência

Crianças e adolescentes com deficiência (seja intelectual, física, auditiva, visual ou múltipla) estão em uma situação de vulnerabilidade ainda maior. Muitas vezes, barreiras de comunicação ou a necessidade de cuidados de terceiros dificultam o relato da violência. Por isso, repare se há:

Mudança na aceitação do cuidado: Recusa, choro ou agitação extrema na hora do banho, troca de roupas ou quando determinada pessoa se aproxima.

Sinais físicos de desconforto: Coceira, dor ao sentar ou andar, marcas roxas ou ferimentos inexplicáveis.

Comportamentos não-verbais intensificados: Aumento de crises de agitação, isolamento severo, apatia ou comportamentos de automutilação para expressar o sofrimento.

Alteração na comunicação habitual: Se a criança utiliza comunicação alternativa (como figuras, gestos ou libras), observe se ela tem tentado fixar a atenção em imagens de proteção ou demonstrado medo em sinais repetitivos.

O que fazer e como agir?

Escute e acolha: Se a criança relatar algo, mantenha a calma. Não a pressione por detalhes, não demonstre choque e garanta que ela está segura e que a culpa nunca é dela.

Não confronte o suspeito: Isso pode colocar a criança em risco imediato e atrapalhar o processo de investigação.

Denuncie imediatamente: A suspeita já é motivo para acionar a rede de proteção. O sigilo é garantido.

Canais de Denúncia:

Disque 100 (Nacional, gratuito e anônimo)

Conselho Tutelar do município

Polícia Militar (190) ou Delegacia de Polícia Civil

Assessoria PMFP

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