Naquela campanha pelo desarmamento encontrei, em Brasília, alguns membros do movimento “Viva Brasil” fazendo seu movimento contra o desarmamento. Como também sou contra, peguei algum material que eles estavam distribuindo lá, e distribui aqui. Durante certo tempo eles me municiaram com informações e, mais tarde, pararam. No Rio de Janeiro - sempre existe uma lepra incapaz de enxergar 5cm além do próprio nariz, como é natural em seres humanos normais – rasteja um movimento que é a favor da liberação da maconha, entre outras amenidades, e a favor do desarmamento. Pra não me estender, transcrevo um imeil que recebi, semana passada, que trata do assunto.
Policial e Militar Deve Ser Proibido de Ter Arma Particular.
Em entrevista à CBN, Rubens Cesar Fernandes, o paladino do desarmamento e presidente do Viva Rio, defendeu a proibição de armas particulares para policiais. Começando pelo cabalístico número de armas no país: 17 milhões de armas, número que vem sendo apresentado desde 2003 e jamais foi demonstrada a metodologia para se chegar neste mágico número.
Mais uma vez o Sr. Fernandes joga nas costas da população a culpa pela criminalidade, afirmando que a arma que está nas mãos dos bandidos é fornecida pelo trabalhador, pelo pai de família. E não para por aí, o mais grave fica por conta em afirmar, sem provar, que 40% das armas de calibre restrito vem das mãos dos atiradores, colecionadores, POLICIAIS e MILITARES, simplesmente por serem contemplados com a possibilidade de comprar tais armas diretamente da indústria. Vai mais longe e prova que ou é mentiroso ou é ignorante, afirmando que é “um absurdo um policial comprar 4, 6, até 8 armas”! Como se isso acontecesse, no Brasil. A compra de armas de calibre restrito por parte de policiais é extremamente rigoroso e controlado podendo o policial adquirir apenas UMA ARMA DE CALIBRE RESTRITO. A solução para esse “absurdo” nas palavras do Sr. Fernandes é simples: “O POLICIAL DEVE SER PROIBIDO DE TER ARMAS PARTICULARES E DE COMPRAR ARMAS DIRETAMENTE DA FÁBRICA”. Não é de hoje que o Movimento Viva Brasil avisa que, como diz o ditado popular, “pau que bate em Chico bate em Francisco”. Como ele mesmo afirmou na entrevista, o cidadão já está praticamente impossibilitado de comprar armas, agora faltam os policiais. Mostrando ainda toda sua má-fé, ao ser perguntado pela repórter sobre o recadastramento de armas, ele simplesmente não respondeu, ou seja, mais uma vez fica claro que para eles é muito melhor que o maior número possível de cidadão seja jogado na ilegalidade após o fim do prazo de recadastramento, que se encerra em dezembro deste ano. A culpa, de acordo com o presidente do Viva Rio é de todo mundo menos do bandido... Bom, mas o que esperar de uma ONG que luta pela liberação das drogas, penas alternativas e é contra a punição de criminosos menores de idade? Cada policial, cada cidadão, cada atirador ou colecionador, além das associações e sindicatos policiais devem cobrar de nossos deputados que o mesmo seja chamado para se explicar e provar que é o policial e o militar o culpado pelo o que o bandido faz.
Tudo outra vez – No final da transmissão da corrida da semana passada, o locutor da Globo cantou loas à estréia do Bruno Senna, ano que vem, na F1. Lembrei imediatamente da chegada de Barrichello que seria, segundo o locutor, o substituto do Ayrton. Coitado do sobrinho, tão jogando pra cima dele, como jogaram pra cima do Rubens, a responsabilidade do impossível: ser o falecido. Já assistimos ao filme, isso não acaba bem.
Ed. 493 04/11/2009





