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Verão e desastres

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Como é sabido, no nosso hemisfério, na época de verão, existe uma intensificação das chuvas. Essa água infiltra no solo e escorre, ou em solos compactados apenas escoa pela superfície, chega aos rios e escoa por sua calha até o mar. Esta dinâmica é muito simples e está em equilíbrio há milhares de anos, o problema é que o homem, por sua ignorância ou desconhecimento, ocupa áreas aonde não deve.
Já foi visto anteriormente todas as catástrofes naturais e as conseqüências das atividades humanas, bem como a soluções. O fato inevitável é que sempre os rios encherão e encostas instáveis irão desmoronar, e levarão tudo consigo, como já vem acontecendo. Em muitos lugares não há soluções geotécnicas, não há o que fazer, apenas esperar o rio adentrar em sua casa ou um desmoronamento levar ela embora.
O problema é de ocupar lugares inadequados, nesse caso sim é possível atribuir culpados, CREA’s, engenheiros civis, arquitetos, prefeituras, construtoras e os proprietários, que por desconhecimento ou omissão ocupam áreas impróprias, sem medir as consequências.
Trata-se de um quadro político-educacional. A natureza não tem culpa de nada. Por exemplo, se um rio inunda é porque sempre inundou e vai continuar inundando. Infelizmente muitas pessoas são vitimadas por estes eventos, por outro lado, sim, elas têm culpa por estarem ocupando estas áreas, na maior parte dos casos não existe como evitar as catástrofes.
Algumas medidas de contenção podem evitar ou retardar tais eventos, o monitoramento pode possibilitar a evacuação de áreas de risco. Existem profissionais capacitados a isto, porém, quem os contrataria não o faz.

MARCIO KAZUBEK

ED. 502 20/01/2010

Capa desta Edição
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