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Terceiro Setor III

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Esta é a última coluna da série sobre o “terceiro Setor”. Muitas são as entidades que compíµe este setor, entretanto, alguns elementos que podem ser considerados comuns, ou que servem de aglutinadores destas entidades. Estes elementos seriam:
- Atividades. Estas entidades, em sua totalidade, desenvolvem atividades de caráter público, entretanto financiadas por particulares. São entidades que perseguem propósitos de interesse comum, voltadas para a ação e suas referências e motivaçíµes estão numa compreensão de bem-estar social.
- Função Social. As entidades têm por função dar respostas í s necessidades sociais, oferecendo as mí­nimas garantias de subsistência e sobrevivência a seus assistidos. Entretanto, o cenário se configura por dois estilos de organizaçíµes, que divide as instituiçíµes em dois grandes blocos. De um lado, o assistencialista, ligado aos movimentos religiosos, atua sem muito planejamento e seu foco está em açíµes meramente caritativas, sem compromisso com a realidade do sujeito. De outro lado, o moderno-planejado, ligado ao modelo moderno das ONG’s internacionais e tem sua fundamentação nas preocupaçíµes do capitalismo, tende a garantir a sustentabilidade dos indiví­duos, ou seja, a independência financeira, psicológica, cultural, etc. Este modelo é extremamente profissionalizado e seus resultados são mensuráveis e devendo sempre apresentar indicadores positivos.
- Valores: O combustí­vel destas instituiçíµes seriam seus valores. Todas têm como mola propulsora os valores da solidariedade, da ajuda, da colaboração, da responsabilidade social. Entre os valores deste setor estão incluí­dos o altruí­smo, a misericórdia e a compaixão para com os miseráveis, necessitados, empobrecidos, etc. Mas, incluem-se aí­ também os valores que asseguram os direitos de expressão, polí­ticos, etc. Ou seja, trata-se de um aglomerado de iniciativas, institucionais ou não, que assimilam os valores da solidariedade e os valores da iniciativa individual em prol do bem público.
Nisto, percebemos que não há no “terceiro setor” um consenso claro entre sua composição ou suas caracterí­sticas. Neste setor, não sobressai uma identidade, mas um apanhado de fatores que, por motivos diversos, foram excluí­dos do “primeiro setor” (Estrutura Estatal) ou do “segundo setor” (Mercado), gerando um setor intermediário e indefinido, sem caracterí­sticas próprias e com elementos conflitantes.

Capa desta Edição
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