“Eu não desejo o mal a ninguém, mas que as pessoas responsáveis pelos serviços de saúde deveriam precisar dele, isso deveriam. Quem sabe assim teriam um pouco mais de compromisso com a dignidade das pessoas. Um pouco mais não! Tem que haver muito mais compromisso, porque um pouco num universo em que não existe nada, de nada adiantaria.â€
De um desalentado precisador do serviço público de saúde, em visita à Sibéria, saudoso dos serviços por cá: tão eficientes, tão qualificados, tão disponÃveis.
“Eu sou um empresário que sempre tive receio dos fiscais da receita, porque sempre eles achavam alguma irregularidade. Nada a ver com sonegação, tudo a ver com a quase impossibilidade de ajuste ao que está estabelecido na legislação tributária. Assim, sempre estive meio que refém de mim mesmo, porque a qualquer momento eu poderia ser penalizado por alguma irregularidade que eu não sabia que existia. A situação mudou e tudo o que eu poderia desejar, enquanto cidadão empresário, é que aquelas situações de terror comercial não acontecessem mais.â€
De um receoso empresário diante dos retrocessos anunciados, benzendo-se ante as possibilidades que se anunciam.
“Os reclamões do salário mÃnimo regional não passam de estúpidos concentradores de renda. Sabem que a diferença entre o que pagam ao funcionário e o que detém do lucro em nada compromete-lhes as conquistas realizadas com a ajuda do trabalhador. Sabem que a correção salarial deveria ser ainda maior, porque a concentração de renda estabelecida no injusto processo de formação cultural empresarial é aviltante. Sabem que ao ganhar menos pior, seu funcionário terá mais capacidade de consumir mais, movimentando a fantástica roda do desenvolvimento. Mas admitir isso já exige uma postura contrária à lógica determinante da estupidez que os faz reclamar.â€
De uma comentadora de sabedorias outras, menospiorzando a lÃngua estupidamente venenosa e logicamente tendenciosa. Ainda que com razão!
“Confesso-lhes que há uma perversa satisfação a alimentar meu orgulho e nem poderia ser diferente. Venho da história que traz o registro das mobilizações por garantias de direitos. Venho da história que registrou privilégios e concessões aplaudidos pela casta dos favorecidos. Venho da história que registrou as realidades miseráveis como expressão de incompetência e não de desigualdade. Daà que não foi a vida que deu caminhos diferentes à s pessoas diferentes; mas os protagonistas da exploração pela exploração.â€
Do falador pelos cotovelos, em exercÃcio de confissão quaresmal, em templo aberto instalado na ponta do balcão sobre o qual suavam cervejas e reluziam azeitonas.
Enquanto isso...
“Bença tio!â€
Ed. 508 03/03/2010





