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O que se ouviu por ai

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“Estar ocasionalmente vazio é uma fenômeno que pode acontecer a todos. Estar sempre vazio é uma das suas características mais evidentes. O que eu quero dizer é que eventualmente damos nossos foras. Eventualmente dizemos bobagens. Eventualmente não falamos coisa com coisa. Só que ele consegue essas três características sempre... e sempre juntas! É assim, abriu a boca e o universo se enche do nada que ele diz.â€
Da mais sorrateira viborazinha de plantão, em alusão a afirmações truncadas, de fato.

“A concepção dessa formação social é própria do feudalismo, em que os senhores eram os donos e mandavam e desmandavam ao seu bel prazer. Na condição de obedientes estavam os vassalos que, por medo ou compromisso de favor, obedeciam. Entende?â€
De uma contadora de histórias, em referência a certas estruturas de relações políticas.

“Sejamos honestos: falta-lhes vergonha na cara, na mesma proporção em que falta vergonha aos eleitores que os elegem, depois os reelegem e não percebem que esse dispositivo democrático se transforma, com absoluta naturalidade, num instrumento de estruturação da corrupção. Ou seja, falta vergonha na cara para as duas pontas da história e falta mais conhecimento ao eleitor.â€
De um naturalizador de honestidades, aludindo às bombas dos campos minados dos interesses diversos. Bem Minado.

“Sinceramente não sei o que pensar. Ou melhor sei o que pensar, mas não posso passar disso. Se a isso chamam de rabo preso não sei. O que sei é que há sim privilégios na definição das áreas que recebem calçamento. Não há como explicar que em alguns lugares aonde não há trânsito intenso de veículos o recapeamento asfáltico já está na sua quarta, quinta edição, enquanto noutros lugares sequer recebeu manutenção.â€
De um sincerador de não pensamentos, destilando a brabeza própria de quem sente-se afetado pelas coisas incompreensíveis.

Enquanto isso...
“Bem-te-vi na barriga do gato é bem te via.â€

Ed. 499 16/12/2009

Capa desta Edição
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