“Esse cara é muito danado mesmo. Faz um monte de bobagens e ninguém fala nada. Isso demonstra maestria na condução polÃtica da situação e gera tranquilidade demais para continuar pecando contra a lógica, em nome da vaidade. Aos mais entendidos, a isso chamar-se-ia maniqueÃsmo puro. Como os manipulados tem consciência disso e permitem esse degredo, nem maniqueÃsmo pode ser chamado. É maestria mesmo! Danado esse Obama!â€
De um osquestrador de análises degredadas, cosmopolitando o olhar para disfarçar a visão e evitar o próprio degredo.
“Não concebo que o amor divino, por ser divino, possa permitir qualquer tipo de exclusão. Isso fere a própria intenção salvadora. De maneira que a proliferação de igrejas está absolutamente legitimada. A contemporaneidade estabelece uma outra dimensão de fraternidade e de amor. Não se está falando de estabelecer novos valores que acolham o diverso. Está se falando de não se fortalecer antigos preconceitos que são a mais perversa tradução do ódio.â€
De um difuso concebedor de amores divinos, em análise proliferática de igrejas e crenças. Não de fés.
“Foi a primeira vez na história que alguém recebe o Nobel como um incentivo ao que precisa ser feito, muito mais pelo que já tenha feito. Em nome da paz muito se prometeu e quase nada se fez. Certamente o peso do prêmio determinará atitudes que o mundo espera. Já se foi o tempo em que, em nome da liberdade, se tolhia a liberdade de nações inteiras. Se os mecanismos de intervenção diplomática não produzem os efeitos no tempo em que são esperados, ou os mecanismos ou os operadores da diplomacia não estão ajustados ao tempo. O que não se pode é permitir mais intervenções. E o que se pode é minimizar as intervenções já realizadas, em nome da soberania dos povos. Eis o fio condutor do prêmio.â€
De um produtor de fios condutores de prêmios, em análise do todo para justificar a injustificável concessão do prêmio de um.
“Os paradigmas determinantes da pobreza, focados obviamente na má distribuição de rendas, na última década ampliaram o seu campo de origens, estabelecendo a ação polÃtica como uma das mais eficientes máquinas de má distribuição de rendas da atualidade. A restrição das avaliações dessa mazela é que sempre desconsiderou a polÃtica como peça quebrada de um sistema falido. Por não produzir riqueza como resultado de força de trabalho, a polÃtica não entra como objeto de distribuição de rendas, o que por si só já é absolutamente revelador e afirmativo. No entanto, quando se faz da ação polÃtica um instrumento de consolidação dos poderes que determinam a distribuição de rendas no nÃvel da iniciativa privada, produzindo castas polÃticas indestrutÃveis, o campo polÃtico passa a ser tão perverso quanto a exploração da força de trabalho.â€
De uma focadora de obviedades paradigmáticas, em ação descortinadora de produção e distribuição de riquezas.
Enquanto isso...
“Antes antas antenadas.â€
Ed. 490 14/10/2009





