“O fato de ela não ter ganho o concurso não tem nada a ver com a superioridade do grupo vencedor em relação aos propósitos do programa. Ela só não ganhou porque é feia demais e não havia possibilidade de a televisão curvar-se à feiúra humana. Assim, optou-se por classificar a piazada em primeiro lugar e dar a ela o desmerecido segundo lugar, porque ela merecia o primeiro. O talento, enquanto expressão de interesses de audiência, precisa estar associado a algum sentido de beleza, senão não garante a continuidade dos patrocÃnios que só acontecem porque associam nome à imagem. Dar-lhe o merecido primeiro lugar seria estabelecer novos paradigmas imaginÃsticos e, num momento de crise mundial, isso seria demais arriscado.â€
De um pseudo-entendedor de relações midiáticas, especulando sentidos com afirmações que não fazem nenhum, na tentativa vã de fazer entender o porquê de um segundo lugar para um talento embalado em pacote certo.
“Quero acreditar que a falta de sorte do rapaz é muito superior ao seu talento. Não tem como explicar o que lhe aconteceu e, qualquer tentativa de estabelecer alguma analogia entre a infelicidade acontecida à s possibilidades de ganhar na loteria, por exemplo, é idiotice pura, porque são coisas incomparáveis. Além do mais, ganhar as atenções do mundo, por conta de uma fatalidade, sem perdas e danos, é como acertar na loteria. E o cálculo é simples, imagine quanto o cara iria gastar para ter seu nome exposto tantas vezes nas televisões pelo mundo afora? Entendendo-se televisões, claro, como as grandes emissoras do mundo e não essas michornas de mal gosto que proliferam nos fundos dos quintais de empresários com dinheiro literalmente à s burras.â€
De um michornento esvaziado, desconexando as coisas, centralizando-se nas afirmações como a própria coisa e, paradoxalmente criando sentido nos finalmentes...
“Há muita confusão nessas coisas que envolvem orçamento composto e orçamento executado. Quero dizer, compor orçamento é diferente de executar orçamento. Na composição cabem todas as intenções. Por isso que na sua feitura é possÃvel agradar todo o mundo. Porém na hora da execução é que a coisa pega. Como somente o executivo é quem assina o cheque, a responsabilidade dos gastos têm endereço certo. Assim, é possÃvel entender as razões de tanto confete e tantos beicinhos em tantos momento diferentes. O importante mesmo é a fotografia.â€
De um estabelecedor de momentos compositórios, diferenciando as mesmices fotográficas que ilustram risos e dedinhos em chifres, na ilustração explicativa orçamentária.
“Assim como em todas as atividades humanas, falar dos que se utilizam do benefÃcio social recebido para comprar crédito para celular ou até mesmo para beber pinga, é falar da exceção. A regra diz respeito à s populações que se utilizam do dinheiro desses benefÃcios para comprar alimentos, em primeiro lugar; material escolar, em segundo e roupas e calçados em terceiro, nessa ordem. E as pesquisas acadêmicas estão aà para confirmar essas afirmações.â€
De um excêntrico acreditador em pesquisas, alimentando-se delas para continuar suando a testa no convencimento de que o mundo está melhor.
Enquanto isso...
“Rezar, amar, meditar, ouvir, navegar... trabalho lindo, cara!â€
ENOBRAN RENER
Edição 479 - 29/07/2009





