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O que se ouviu por aí...

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“Já imaginou que bom seria se pudéssemos, também nós, todo mundo, editar as coisas que fazemos ou editar-nos? Assim tudo o que os outros veriam de nós seria, não necessariamente o que foi feito ou o que somos, mas o que gostaríamos que os outros acreditassem que fizemos ou somos. É assim que a mídia tem se comportado em relação aos fatos que deseja sejam acreditados . O recurso da edição, cujo princípio é o de aprimorar o fato, está sendo, irresponsavelmente usado para maquiar os fatos. Isso de acordo com o gosto do maquiador que, como profissional que é, subserviente ao poder que lhe remunera, produz a maquiagem de acordo com o figurino estabelecido pelo pagante e não no aprimoramento da notícia. Isso não é regra, está longe de ser a exceção e, na sua exposição maniqueísta, causa repulsa e revolta.â€
De um repulsado olhador de fatos maquiados, mantendo-se atento para as maquiagens, para os fatos e para os maquiadores.

“Tudo bem que ele esteja amarrado pelos circunstâncias e pelo receio de, circunstancialmente, ver-se destituído do cargo, função e o que isso representa para a sua vida pessoal. Mas ele deveria levar em consideração que a liberdade para interpretar os fatos com mais isenção e pimenta podem compensar o afastamento. Do ponto de vista da instigação à leitura e das possibilidades de interpretação, sem contar a ironia subjacente ao universo político, quem ganharia seria o leitor.â€
De um circunstanciador de temperos às observações traduzidas, instigando a circunstancialização dos fatos, abrindo lacunas e confeitando as letras ditas circunstancialmente.

“Então! É mais ou menos assim mesmo. A gente vai lá, pensa que é alguma coisa, faz os caras pensarem que são alguma coisa e, nos pensamentos das coisas algumas que se fazem passar, sem ser, passa a vida. Nem virtual pode-se dizer que isso é, porque não encontra paralelo nas possibilidades de ser.â€
De uma explicadora de coisas pensadas, virtualizando a clareza e paralelando as possibilidades. Na noite outra, na mesa mesma, na companhia aumentada.

“Enquanto as regras do jogo não se alterarem não se alterará o resultado em favor do povo. Portanto, a manutenção das regras é o pressuposto para a manutenção do jogo. Temos que acreditar que é possível alterar as regras. Temos que acreditar que é possível mudar o jogo! Se isso implica em mudança dos jogadores que determinam as regras, que se mude então, se é o povo que escala esses jogadores. Não pode haver mais espaços para tanto crime, porque isso que acontece é crime.â€
De uma idealizadora de jogos, confundindo-se nas regras e jogos e crenças e ideais.

Enquanto isso...
“Hoje, quem me difama, chafurda-se em si. É lama.â€

Edição 477 - 14/07/2009

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