Casos suspeitos de Gripe Suína

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Diretor da 4ª Regional de Saúde esclarece a população
Irati – Na última semana foram divulgados que casos suspeitos de Gripe Suína foram identificados na região. Segundo o diretor da 4ª Regional de Saúde, Dr. Richard Medeiros nas últimas semanas a Regional entrou em contato com hospitais da região solicitando para que fossem investigados melhor alguns casos que estavam aparecendo. “A Santa Casa logo depois retornou dizendo que tinha um caso suspeito e foi coletado material. Daí apareceu outros casos”, relata Medeiros. Logo depois começaram a aparecer outros casos. Segundo Medeiros até segunda – feira (29) pela manha já haviam sido coletados amostra de 13 pessoas, mas não há nenhum caso confirmado.
O diretor comunica que devido ao aumento da demanda de amostras, os resultados que antes demoravam 72 h para ficarem prontos, agora levam até 10 dias, por isso Medeiros conta que o resultado do primeiro caso deve chegar até esta sexta – feira (3).As pessoas que estão com suspeita da gripe estiveram fora do país ou tiveram contato alguém que foi para o exterior.
Segundo Medeiros, ha cerca de dois meses atrás já começou a ser organizado um Fluxo na Regional de saúde de Irati e em outras regionais. O fluxo foi realizado pensando na situação atual, aonde o paciente é identificado como suspeito e então colhe-se o material dele. É considerado suspeito quem veio do exterior ou que teve contato com alguém que veio do exterior e que está com clínica (sintomas). “Sem clínica não é suspeito, tem que estar com clínica. Quando tem clínica você colhe o material”, explica.
Muitas pessoas que vem do exterior não apresentam sintomas de imediato, por isso são monitoradas a distância. “Fechou dez dias e esse indivíduo não sente nada, está liberado. Quando uma pessoa que veio de fora ou teve contato com alguém de fora começa a apresentar clínica nesses dez dias ou se chegar com clínica já coleta-se o material e faz quarentena até o resultado chegar. A quarentena no início era para durar três a quatro dias, mas agora como está tendo muita sobrecarga está demorando mais dias. Se o resultado chegar antes e der negativo ele é liberado antes, se der positivo ai tem que ficar dez dias em casa”, conta. Durante a quarentena a pessoa precisa usar máscara e lenço de papel. Mas Medeiros alerta que são apenas casos suspeitos, não há nada confirmado, por isso recomenda que as pessoas não se apavorem. “Esse vírus tem baixa letalidade, de 0,4% de morbidade, então é como a gripe normal. O que tem que fazer primeiro é não ficar apavorado, segundo se tiver que viajar que procure evitar viagens no momento. Se já tem passagem comprada que transfira essa passagem para o verão, quando acabar essa fase do inverno que é a pior fase porque pode haver mistura de vírus. Então procurar evitar viajar agora. E terceiro as pessoas que estiverem com suspeitas, que vindos do exterior e com clínica façam a gentileza de entrar em contato com a vigilância epidemiológica do seu município para que a vigilância monitore e que a pessoa entenda que a quarentena não é para agredir ninguém. A quarentena é para evitar que a pessoa transmita o vírus para outras, porque nós temos pessoas de risco”, justifica.
Entre o grupo de risco estão crianças abaixo de dois anos de idade, idosos acima de 60 anos e pessoas com doenças de base como diabetes, pessoas com problemas de HIV positivo, pessoas imunodeprimidas que estão fazendo quimioterapia ou radioterapia e gestantes. “Então se a pessoa tem o vírus e não se isola ela pode passar para outras pessoas que então pode ser letal. Então na verdade é um isolamento para proteger a comunidade não é para proteger o indivíduo. As pessoas precisam entender que o isolamento é necessário”, acrescenta Medeiros.
“No momento temos que ter calma e paciência e esperar que os resultados cheguem, pois não sabemos se tem positivo ou não, pode ser que todos que colhi dêem negativo. Então vamos aguardar um pouquinho”, finaliza o diretor.
Nesta segunda feira (29) o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou a primeira morte pelo vírus Influenza A (H1N1) no país. A vítima foi o caminhoneiro gaúcho Vanderlei Vial, de 29 anos que esteve na Argentina e morreu no último domingo (28). No total são 625 casos confirmados da nova gripe. Desses casos registrados são de pessoas viajaram ao exterior ou que tiveram contato com elas. A taxa de letalidade no Brasil é baixa em torno de 0,16%.
O ministro afirmou que todas as medidas estão sendo tomadas para que a doença não se espalhe, evitando que outros óbitos possam acontecer.
Com o aumento de países com casos confirmados a Organização Mundial de Saúde alterou o nível de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional de nível 5 para nível 6 caracterizando a pandemia. Atualmente são 114 países, com 71.320 casos confirmados da doença e 320 óbitos. Segundo o Ministério da Saúde no Paraná foram registrados 20 casos da doença.

TEXTO: CÍNTIA SYNDERSKI, DA REDAÇÃO COM INFORMAÇÕES DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

Ed. 475 01/07/2009