I
I

                                         

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Editorias
Agricultura
Cidades
Editoriais
Especiais
Geral
Política
Saúde
Segurança (Policial)
Social
Todas as notícias
 
Colunistas
Dennys Robson Girardi
Enobran Renner
José Maria Orreda
Kayan de Lima
Luiz Carlos Ramos
Márcio Fábio Kazubek
Marco Leite
Robson Miguel Camargo
Vinícius Garcez
Todos as colunas mais recentes
 
E receba notícias gratuitamente em seu e-mail !
Últimas Notícias

Atividades que proporcionam prazer diminuem a tristeza na terceira idade

warning: Parameter 1 to theme_field() expected to be a reference, value given in /home/hojecent/public_html/hoje/includes/theme.inc on line 170.

A qualidade de vida também acontece quando os idosos se sentem amados, úteis e respeitados no ambiente onde vivem

Centro Sul - A tristeza é um sentimento inerente à condição humana, que faz parte do cotidiano das pessoas, principalmente diante de uma derrota ou impossibilidade. Na terceira idade, é perceptível que o número de perdas aumenta. As modificações nas relações afetivas, como o falecimento de amigos e do companheiro, a consciência da aproximação do fim da vida, a suspensão da atividade profissional, a dificuldade econômica e o declínio no prestígio social são alguns acontecimentos que provocam mudanças psicológicas no idoso.
De acordo com a professora de Psicologia da Unicentro e coordenadora da Uati, Claudia Regina Magnabosco Martins, a ocorrência desses fatores não significa que o idoso precise estar sempre abatido ou isolado. “A propensão de solidão e tristeza pode ser maior, mas depende muito de como cada um vai mudando a sua vida, conforme as situações mudam tambémâ€, diz. Neste ponto, as personalidades influenciam como vai ser encarada essa fase da vida, sendo que se alguém já gostava mais de ficar entre muitas pessoas, tende a ter mais facilidade de se envolver em grupos e atividades.
A construção social vigente a respeito da velhice a observa com mais características negativas do que positivas. Segundo a professora, não procede a afirmação de que é necessário sempre estar com alguém para se alcançar o bem estar e de que a solidão é uma negação da alegria. Mesmo assim, é comum o envelhecimento produzir sensações de desconforto, ansiedade e até medo.
“Isso tem mudado a cada ano, tem evoluído, também porque os idosos estão atuando mais na sociedade, batalhando por seus direitos e obtido oportunidadesâ€, conta Claudia. No que se refere à efetivação dos direitos e conquista de espaço, as condições atuais são consideradas boas para a terceira idade. “É possível escolher e não mais viver só com os restos sociais que eram dados a eles, embora não tenhamos atingido 100% aindaâ€.

Atitudes da família
Em alguns casos, a pessoa não sabe como agir nos momentos de solidão, acreditando que está abandonada. Um sentimento de, mesmo estando entre outros, se sentir sozinha. Nesses casos, quem convive com o idoso possui um papel importante. “As famílias tendem a retirar coisas deles: atividades domésticas, o ato de fazer compras, de ir ao banco tirar o seu dinheiro, de ter responsabilidadesâ€, diz Claudia. A professora explica que quando a família age dessa maneira, prejudica a vivência dos idosos, muitas vezes acreditando que está auxiliando. “Eles podem estar mais lentos, com problemas de saúde, ou não, mas de qualquer forma precisam manter o ritmo de vida o mais aproximado possível de como era antes. É necessário permitir que eles continuem a fazer as tarefas diárias, aquilo que eles gostamâ€.
Dessa forma, o idoso necessita perceber que é membro ativo da família. Participar das decisões, colaborar no que puder, a fim de que se sinta importante e respeitado onde vive. “Quando isso não acontece, parece que se está tratando a pessoa como alguém que não pensa mais, que não sente, que não tem mais vontades e gostos e, de fato, ela temâ€, enfatiza Claudia.
Assim como a infância, a adolescência e a idade adulta, a velhice também apresenta limitações e possibilidades. Por isso, uma importante dica para não deixar a tristeza dominar as rédeas nessa fase da vida é estar em contato com amigos e colegas e se envolver em atividades que proporcionem prazer. “Ao ficar reclusa, a pessoa continua com a sua ideia de vida. Quando vê os outros vivendo também, consegue comparar e fazer uma avaliação legalâ€, comenta. Outro ponto importante é realizar atividades físicas e mentais. “É preciso movimentar o corpo e também trabalhar a mente, a memória, para não enrijecer o cérebroâ€, afirma a professora.

Serviço
Como o ressaltado por Claudia, a participação em grupos de convivência é uma recomendação para melhorar a qualidade de vida na terceira idade. Esses grupos podem ser de voluntariado, trabalhos manuais, jogos, pescarias, estudos... O que importa é que sejam desenvolvidas atividades que os idosos gostem. Em Irati, uma possibilidade está na Universidade Aberta para a Terceira Idade (Uati), que vai iniciar as inscrições para o próximo ano a partir do dia 20 de fevereiro, na secretaria da Uati, no campus da Universidade Estadual do Centro-Oeste. Os interessados devem comparecer nos períodos da manhã e tarde, portando seus documentos pessoais básicos. Em 2010, serão realizadas oficinas que envolvem academia, esportes adaptados e recreação, artesanato, práticas musicais, teatro, dança e expressão corporal, memória e linguagem, psicologia, leituras, poesias entre outros. As aulas acontecem nas terças e quintas-feiras, na Unicentro. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 3421-3070 ou 3421-3077.

TEXTO E FOTOS: SCHEYLA HORST, DA REDAÇÃO.

Ed. 501 30/12/2009

Capa desta Edição
Publicidade
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Rua Augusto Thomaz, 30
Praça da Bandeira - Irati - PR
Fone / Fax:: (42)3422-2461 - (42) 3422-9630


Todos os direitos reservados - Hoje Centro Sul - 2010
Desenvolvido por www.selectsystem.com.br