Definitivamente a inevitável se arronda de mim. É só eu fechá os zóio i ela já vem assim na sorraterice de raposa véia que fede as pena das franga comidas de madrugada. O rio das anta nova transbordando. O rio das anta véia secando. O rio das anta chique trazendo as tripa dos cabrito matado pras comemoração... Uma neblina que parece fumaça se misturando cas fumaça que parece nelblina. Aquela fria, esta fidida. I isfria na medida cas água se avolumam i parece que vai levá tudo. Passô um cachorrinho de mintira i uma véia grita pralguém salvá o cachorro. Duas véia gritam pra pará ca gritaria quelas querem dormi. Um raio relampiô os monte i os vale e feiz aparecê uma careta nas imensidão dorizonte, dexando todas as pessoa que olhavam pra cima cum zóio de arrependimento i culpa atordoadas i disisperadas cas iscuridão i cos anúncio do fim. Não tinha nenhuma forma de sabê se os vento que traziam as coisa dos lugar mais distante traziam também as lembrança sem saudade. I no intortá dos eucalipto a folharada sisparramando perto do limoero i enchendo o tanque, fazendo boiá as tilápia estufada. Uma nuvem esbranquiçada passô raspando a cabeça da égua que trotiava no descampado pra fugà do inxú de varejera que saiu do cupinzero, i se atirô no principÃcio. Uma adorinha vinha no sentido contrário. Uma curuja branca brincava de pinguim. Bem no fim do otro lado dorizonte uma pata atravessava a rua cos patinho infilerado i um trator vinha pra ismagá todos eles no barranco surgido do nada. Mimaginei a égua trotiando i corria na direção dos patinho pra salvá eles do trator que atráiz dele vinha um rio transbordando i um monte de antas nas berada i os patinho e o trator i dois trovão i o trote i os pato i o trator i os trovão i um raio pra produzà o acordamento:
-Seu Robis?
-Você ligou para...
-Seu Robis, acorde, jaguara. Priciso falá nas urgência cum você.
-...
-Qué dizê queu tô sempre te acudindo dos pesadêlo i quando priciso das corrrespondência você nem tium, né?
-Dona Merislawa? Desculpe, é que estava num sono profundo e...
-Eu sei seu Robis. I nem ia ousá teatrapalhá se não fosse pra uma coisa muito isquizita que me ocorreu agora.
-O quê? Não estou entendendo nada!
-Eu tava tendo um pesadêlo i tinha certeza cocê ia meacordá. Mais que nada! A lógica era dos acordamento por você! I como não foi isso caconteceu acho que deve de ser uma ispécie de aviso. Veja as data disso tudo! Veja sisso não tem uma relação assim mais aprofundada cos inexplicável.
-Continuo nao entendendo nada.
-Assim, essas visão. Tudo deve de ser indicação dalguma coisa. Senão é claro quia ter teu aparecimento pras socorrência. É uma coisa muito pessoal, minha. Eutradamus, Tutratamus, Nóistradamus...
-Pare com isso Dona Merislawa! Isso que a senhora está ponderando não se sustenta. Ademais, todo mundo tem pesadelos. Segundo os especialistas...
-Quias especialista?
-Como?
-Esses especialista cocê disse?
-Perscrutadores do inconsciente e das...
-Pers o quê?
-Façamos o seguinte: já que a senhora me acordou e eu não pego mais no sono, venha almoçar comigo e conversamos sobre seus devaneios. Traga uma mandioca daquela amarela que eu faço aquele molho tailandês que a senhora gosta tanto.
-Combinado. Molho tailandêis cocê fala é aquela sambiquira de pirú cum mostarda, pimentão i biringela?
Ed. 485 09/09/2009





