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Nova Estrutura de Classes

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Com a ascensão das multinacionais e o fortalecimento dos grupos econí´micos, aconteceu a gradativa esfacelação das antigas estruturas de classes. Estas estruturas, surgiram da economia mista, protegida e financiada com recursos públicos durante as décadas de 1950 e 1960. Fortaleceram-se com os financiamentos externos, recursos militares e os pequenos salariais das décadas de 70 e 80. Por fim, tornaram-se extremamente ricas e poderosas com as privatizaçíµes e trocas de dí­vidas por açíµes, nos anos 80 e 90. Estas estruturas apresentam hoje o neoliberalismo como “a única alternativa”.
Surgiu, então um novo modelo econí´mico, onde o capital local foi achatado pelas importaçíµes, pela mão-de-obra barata e pela desregulamentação que forçou a ascensão do trabalho informal.
Este impacto gerou um novo sistema de classes, dividido entre duas formas: assalariadas legais e ilegais.
Os legais estão divididos em três sub-grupos. No topo estão os técnicos qualificados, que são os profissionais ligados aos conglomerados econí´micos ou í s fundaçíµes estrangeiras. Estão ligados ao grande capital, têm acesso aos benefí­cios da modernidade e das novas tecnologias.
Logo abaixo, encontramos a classe dos funcionários, um grupo com certa estabilidade, que tem os mí­nimos sociais já garantidos, mas que observa a queda de seus direitos. Estes funcionários são explorados em seus trabalhos, e observam o fim do trabalho fixo, muitos vêem o fim da estabilidade e assumem os trabalhos rotativos e sazonais.
Na base, está o grupo mais numeroso e que mais cresce, são os trabalhadores da economia informal, sem emprego fixo e benefí­cios sociais, vivem de “bicos” por menos de um salário mí­nimo. Neste grupo está uma multidão de agricultores, pescadores, safreiros, e de outros empregados.
A estrutura neoliberal, com macroeconomia, os cortes orçamentários e o fim da industria local forçou a nova polarização da estrutura social.
O outro grande grupo, são os ilegais. Abaixo de toda a estrutura social encontra-se o crescente exercito de pessoas engajadas em atividades ilegais como o tráfico de drogas, contrabando, assassinatos e assaltos. O crime aparece como forma de sobrevivência, um outro mercado com ética e organização própria, que com a morte de alguns, garante a sobrevivência de outros. Com o advento das polí­ticas do livre mercado, o crime está fugindo ao controle nas principais cidades.
Ainda que tenhamos muitas criticas aos modelos de governo que adotam o Eixo do Bem-estar-social, como o Brasil há muitos anos vem assumindo, notamos que este modelo ainda consegue garantir parcialmente as necessidades básicas da população, entretanto se mantém assistencialista e sem grandes visualizaçíµes futuras.

Capa desta Edição
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