Não sei bem se é mais um ano ou menos um ano, mas é alguma coisa por aí. Mais uma vez Natal e fim de ano desde que se vendeu ao público em geral o calendário Gregoriano. Acho que vem daí a monotonia em médio prazo. Podem ver, adaptaram tudo a datas tudo, no máximo, anualmente. Aniversário, vestibular – nem todos -, eleição, nem todas, mas dentro de prazos. Uma chatice institucionalizada. E haja senso de humor. Por exemplo: ano que vem a gente já sabe que vai ter copa do mundo, agora na África; fórmula um, de novo; super-liga de vôlei; calma, primeiro os temas essenciais, depois o resto; alguém vai querer colocar o dedo na escalação do Dunga; o Diego Hipólito, sem patrocínio, vai inventar o Hipólito 4,5,6 e já começa a parecer aquela série de cinema “Sexta-Feira 13”, que teve também a um e, depois, acho, deve ter parado na 15/16, por aí. Vai ter, em circuito oficial, semi-oficial, alternativo e alternativo 1,2,3,4,5 e em praça pública, o filme contando(?) a história da vida do Lula. E é aí que vai começar...mas isso é pra daqui a pouco. Então, o começo do ano, como todos os começos de ano na idolatrada salve, salve, não começa em primeiro de janeiro; oficialmente começa depois do carnaval, e 2010 não vai ser diferente, não precisa pressa. Então, como a gente já tá quase no fim do texto, voltemos ao filme da campanha, perdão, da vida do Lula. Claro que o filme não – nem subliminarmente – tentar induzir ninguém a votar na candidata do presidente, mas a oposição, maldosamente, vai dizer isso. Claro também, que deve ser encarada como normal essa estratégia, perdão outra vez, o lançamento do filme logo no começo do ano. Houve, a gente sabe, uma coincidência perdoável – que pode acontecer com qualquer um – do lançamento do épico cinematográfico cair exatamente no primeiro dia de um ano eleitoral. Mas nada de mal ou mais. A única coisa que me lembra essa “astúcia” toda é uma frase que me acompanha há muito tempo: “Sabe por que o bicho da goiaba não sai da goiaba? Porque nunca comeu maçã”. Maldade minha, claro, cara-pálida, mas lembrei. Ahhhh... antes do fim, lembrei de outra frasezinha: “Nunca se mente tanto como antes de uma campanha (política), durante uma guerra e depois de uma pescaria”. Esses dois pensamentos sintetizam, pra mim, tudo o que se verá no ano que vem em termos do que deve rolar na campanha pra presidente. Já falei aqui várias vezes que me divirto muito com campanhas políticas, então, tirando a monotonia do que deverá ser a copa do mundo, a festa deve correr por conta dos políticos.
Ed. 499 16/12/2009





