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J.D. Salinger

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Jerome David Salinger, morreu dia 27, quarta-feira, em sua casa em Cornish, New Hampshire, aos 91 anos de idade. E o que que você tem com isso, né? Concordo, e também acho que nada. Afinal, quem era o cidadão? Foi um escritor/contista americano que escreveu um livro chamado “O Apanhador no Campo de Centeio†aqui, lá, The Catcher in the Rye. Na verdade O Apanhador não é o único livro dele, tem também “Raise High the Roof Beam, Carpenters, and Seymour an Introductionâ€, 1963, e um conto (e mais vários outros), o último trabalho dele, “Hapworth 16, 1924â€, de 1965. Mas nada parecido com 60 milhões de cópias vendidas do livro em todo mundo e as – até hoje – 250 mil cópias vendidas anualmente. O Apanhador no Campo de Centeio foi lançado quando JD tinha 32 anos, em 1951; é a história de Holden Caulfield, o narrador e personagem principal da novela. A história começa quando Holden é expulso de Pencey Prep (e já pesa na desestruturação a morte, por leucemia, do irmão do irmão mais novo), uma espécie de cursinho preparatório pra um escola de nível superior. Como não sou critico literário, e como a história mexeu com a cabeça de grande parte dos adolescentes pós-Segunda Grande Guerra, eu gostaria de sugerir que se desse uma olhada nesse livro. Talvez aí esteja a explicação pra uma série de fatos que muita gente ainda considera ininteligíveis; mas não foi de graça ou pela reclusão do autor, que se venderam 60 milhões de exemplares.
Tiago Fernandes – Por enquanto é uma esperança de 17 anos que no final de semana venceu o Torneio Aberto da Austrália. Ele é o primeiro juvenil brasileiro e latino-americano a vencer um Slam, e contra um australiano. Isso me cheira o troco de uma derrota do Guga pro Leyton Hewitt, australiano, em Florianópolis, em 2001. Além deste “minino†só Maria Ester Bueno, Guga e Thomaz Koch haviam vencido torneios dessa envergadura. Tiago é alagoano de Maceió e treina em Camboriú, com Larry Passos, o ex-técnico do Guga. Mas não nos enganemos irmãos. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Claro que é altamente significativa essa conquista, mas daí pra pisar, como pisou o Guga, em Roland Garros e outras quadras deste vasto mundo, vai uma distância de anos luz. É preciso muito mais do que vencer o Aberto da Austrália e ser um juvenil promissor. Claro que, como disse aí acima que não era critico literário, também não entendo nada de tênis e posso estar falando besteira. Mas, de qualquer forma, é sempre muito bom ter uma promessa dessas nos fazendo sonhar com mais títulos num mundo cujo roteiro é de um só: Roger Federer.
Chico Carpinteiro – Se você for assar outro borrego pro Requião, gave eu pro ôme.

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