I
I

                                         

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Editorias
Agricultura
Cidades
Editoriais
Especiais
Geral
Política
Saúde
Segurança (Policial)
Social
Todas as notícias
 
Colunistas
Dennys Robson Girardi
Enobran Renner
José Maria Orreda
Kayan de Lima
Luiz Carlos Ramos
Márcio Fábio Kazubek
Marco Leite
Robson Miguel Camargo
Vinícius Garcez
Todos as colunas mais recentes
 
E receba notícias gratuitamente em seu e-mail !
Últimas Notícias

O estudo no medievo

warning: Parameter 1 to theme_field() expected to be a reference, value given in /home/hojecent/public_html/hoje/includes/theme.inc on line 170.

A Idade Média se destaca pelo empenho e dedicação que alguns tinham aos estudos. Os estudantes tinham como único caminho para vida o estudo em si. Ou seja, não havia entre eles o intuito da escola moderna, onde o estudante (aluno) se coloca em formação para uma atividade. Toda a atividade do estudo estava centrada nela mesma e a partir dela se desenvolvia uma busca interna, onde a sabedoria irrompia como empenho e dedicação. "" Assim, o estudo tinha um foco em si mesmo e o medieval simplesmente estudava, sem preocupar-se com frutos externos í  arte de estudar.
Quando falamos em estudo, principalmente na experiência medieval, nos remetemos ao termo latino “Studiumâ€Â, de onde derivou a palavra estudo. Este termo tem a ver com entrega de vida, com dedicação total e incondicional a algo. “Studium†remete ao devotamento e ao amor. O medieval, que dedicava sua vida ao estudo, o fazia por um amor incondicional. Por isso, vemos muitas pessoas que saiam de vários lugares do mundo para as cidades onde se destacava o ensino das artes. Essa busca pelo estudo estava alicerçada numa disposição pessoal, num chamamento anterior, ou seja, numa predisposição quase religiosa.
O medieval tinha em seu ideal o seguimento ao Cristo. Este seguimento remetia dedicação total de uma vida. Daí­ que muitos assumem o estudo não como preparo para desempenhar uma atividade rentável e lucrativa, mas como dedicação incondicional ao seu objetivo, quase uma vocação. Assim, o estudo se tornava o caminho para o seguimento do Senhor.
Para compreender o modelo do estudo medieval podemos fazer uso do provérbio latino, “non multa, sed multumâ€Â. Ou seja, não são as muitas coisas, a infinidade de saberes, que definiam o estudo, mas a profundidade de cada um. Uma única busca, intensa e profunda, o medieval busca por uma única perfeição. O saber que se remeteria ao poder, ao domí­nio do mundo, quer “multaâ€Â. O espí­rito, no que condiz ao “studium†diz o “multumâ€Â. Assim, o medieval dedicava sua vida com graça e plenitude í quilo que lhe era próprio, a intensidade das pequenas coisas.
Podemos sentir na profundidade dos medievais a força propulsora de bem fazer. Para a compreensão moderna pouco fizeram, pouco construí­ram, mas num entendimento de “Studium†muito fizeram, pois foram perfeitos e nos mais in-significantes detalhes.
Nessa mentalidade, um monge podia entregar sua vida í  cópia. E ali, sobre aquele cavalete, passar todo o tempo fazendo pouquí­ssimas cópias, desenhando inúmeras iluminuras num único texto. O objetivo deste trabalho era a perfeição alcançada.
O mesmo se dava com o estudo. O caminho do estudo era a busca pela profundidade, o encontro com o essencial. Ao tomarmos um texto medieval vamos perceber que todo aquele trabalho se direciona ao encontro com o substrato que sustenta o todo. Ou seja, o encontro com a unicidade de todas as coisas. Neste caminho, o estudioso ia se deparando com inúmeras artes e inúmeros modos de compreender o mesmo. Estes modos vão irrompendo como astronomia, matemática, artes, gramática, teologia, etc. Todas estas facetas apontam para uma mesma realidade. Daí­ que o medieval passava em sua lida acadêmica pelo estudo do “Trivium†e do “Quadriviumâ€Â.
Contudo, estes saberes não estavam dispostos um ao lado do outro, como se apresentam os saberes hoje. Eles constituí­am um processo de crescimento, um caminho de encontro consigo mesmo e com uma unidade maior. A relação com o sagrado era essencial para que este movimento pudesse acontecer. Somente com um alicerce bem firmado eles podiam bailar entre as diversas formas do saber. Contudo, somente uma coisa era realmente importante, a isso eles chamavam de seguimento discipulado.

Capa desta Edição
Publicidade
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Rua Augusto Thomaz, 30
Praça da Bandeira - Irati - PR
Fone / Fax:: (42)3422-2461 - (42) 3422-9630


Todos os direitos reservados - Hoje Centro Sul - 2010
Desenvolvido por www.selectsystem.com.br