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O Pierrot apaixonado chora pelo amor da Colombina

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Mas Colombina trocou seu amor por Arlequim

“A Colombina só quer um amor, que não encontra num braço qualquer, essa menina não quer mais saber de mal-me-querâ€.
A origem dos tradicionais personagens que reaparecem na época do Carnaval, Pierrot, Arlequim e Colombina, está no século XVI. Nessa época, era comum a existência de grupos de teatro popular na Itália, os quais faziam suas apresentações nas ruas, improvisando espetáculos pelos cantos das cidades. As roupas e cenário eram guardados nas próprias charretes que os conduziam. O estilo era denominado Commedia dell’Arte.
O que se sabe sobre cada um dos personagens é que o Arlequim foi criado para entreter as pessoas durante os intervalos das apresentações, mas, pouco a pouco foi ganhando espaço até chegar a integrar as peças. Já o Pierrot, era um apaixonado desmedido, que, com seu rosto branco com uma lágrima negra, andava atrás de Colombina, que era uma moça simples e linda. O problema é que Colombina gostava também de Arlequim.
Enquanto Pierrot era sonhador e romântico, Arlequim era do tipo malandro, além de invisível, somente era visto por idosos, damas novas de boa educação e crianças. Ou aparecia rapidamente às mulheres quando lhes roubava um beijo.
Segundo escritos, o Arlequim tinha o costume de entregar o seu próprio coração às belas moças, que quando o comiam, acabavam se tornando também o Arlequim. Por isso, Pierrot tinha como meta capturar esse coração.
As tramas da Comédia da Arte geralmente eram repletas de sátiras sociais e relações amorosas problemáticas. De certa forma, a representação das peças ironizava os costumes da elite da época e trazia à população um entretenimento acessível, em substituição à Commedia Erudita, que era composta por atores que falavam latim e não eram acessíveis a muitos.
Pesquisadores de Escolas de Artes afirmam que, até os dias de hoje, a Commedia dell’Arte é um meio eficaz para o aprendizado e treinamento de atores e atrizes.
No Brasil, a peça teatral incentivou a produção várias marchinhas carnavalescas e canções que enfocaram a temática.
“O Pierrot apaixonado chora pelo amor da Colombina, e na esquina se mata a beber pra esquecer, pra esquecer†(Trecho da música Pierrot, de Marcelo Camelo).
TEXTO: SCHEYLA HORST, DA REDAÇÃO.
FOTOS: DIVULGAÇÃO.

ED. 505 10/02/2010

Os personagens
PIERROT
Seu nome original era Pedrolino, mas foi batizado, na França do século XIX, como Pierrot e assim ganhou o mundo. O mais pobre dos personagens serviçais, vestia roupas feitas de sacos de farinha, tinha o rosto pintado de branco e não usava máscara. Vivia sofrendo e suspirando de amor pela Colombina. Por isso, era a vítima preferida das piadas em cena. Não foi à toa que sua atitude, sua vestimenta e sua maquiagem influenciaram todos os palhaços de circo.
ARLEQUIM
Também servo de Pantaleão, Arlequim era um espertalhão preguiçoso e insolente, que tentava convencer a todos da sua ingenuidade e estupidez. Depois de entrar em cena saltitando, deslocava-se pelo palco com passos de dança e um grande repertório de movimentos acrobáticos. Debochado, adorava pregar peças nos outros personagens e depois usava sua agilidade para escapar das confusões criadas. Outra de suas marcas-registradas era a roupa de losangos
COLOMBINA
Criada de uma filha do patrão Pantaleão, mas tão bela e refinada quanto sua ama, Colombina era também o pivô de um triângulo amoroso que ficaria famoso no mundo todo - de um lado, o apaixonado Pierrot; do outro, o malandro Arlequim. Para despertar o amor desse último, a romântica serviçal cantava e dançava graciosamente nos espetáculos.
FONTE: REVISTA MUNDO ESTRANHO.

Capa desta Edição
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