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As enchentes que atingiram o norte do estado

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Muitas cidades, como Jaguariaíva e Wenceslau Brás, e especialmente Sengés – entre outras, sofreram o rigor das chuvas de verão na forma de enchentes e deslizamentos recentemente.
Historicamente, essas cidades nunca presenciaram inundações tão grandes, os níveis da água passaram em muito os níveis conhecidos, a região passava por semanas de dias chuvosos, o solo encontrava-se totalmente saturado de água. Toda a água vinda destas fortes chuvas escoou nas grandes bacias hidrográficas dos rios Jaguaricatu, Jaguariaíva e Itararé, elevando sobre-maneira o nível dos mesmos.
Estas bacias hidrográficas são de grandes áreas, recebendo muitas chuvas, e seus rios são muito rápidos, de bastantes corredeiras. Mesmo assim, apresentam planícies de inundação, embora historicamente não se conheça inundação recente nestas, estas ocorreram no passado próximo, sendo sim áreas de risco de enchentes. Infelizmente o centro de Sengés e de Jaguariaíva estão à margem de grandes rios, na sua planície de inundação ou em sua calha, sendo inevitáveis enchentes de grande porte, uma vez que estas cidades estão na margem de rios que servem de escoamento de grandes bacias.
Os deslizamentos não foram contados, mas chegam a centenas, seja ao longo de estradas, taludes, pontes ou encostas naturais, em todos os lugares é possível ver os movimentos de solo pela saturação em água durante tais chuvas, somadas à ocupação do solo e técnicas inadequadas de terraplanagem. Áreas de possível desligamento podem ser levantadas e mapas gerados e o acompanhamento de campo são capazes de prever quando estes eventos podem acontecer mediante chuvas extremas.
Atualmente, a região apresenta dezenas de crateras nas estradas, cabeceiras de pontes e pontes destruídas, deslizamentos obstruindo vias parcialmente ou totalmente, além de casas e outras benfeitorias, o prejuízo foi enorme e a recuperação da rede viária está prevista para meses, sendo que a região continuará lembrando destes eventos por tempos e sempre pensando se o mesmo voltará a acontecer, e não se tem muito o que fazer, pois a ocupação urbana está em áreas de risco e as obras viárias não são preparadas para tais eventos.
Um evento catastrófico como este é importante para se respeitar as forças da natureza e fazer pensar e relembrar que regiões que nunca tiveram tais eventos, de um momento a outro, por condições climáticas, podem vir a amargar grandes perdas.

Ed. 506 17/02/2010

Capa desta Edição
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