I
I

                                         

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Editorias
Agricultura
Cidades
Editoriais
Especiais
Geral
Política
Saúde
Segurança (Policial)
Social
Todas as notícias
 
Colunistas
Dennys Robson Girardi
Enobran Renner
José Maria Orreda
Kayan de Lima
Luiz Carlos Ramos
Márcio Fábio Kazubek
Marco Leite
Robson Miguel Camargo
Vinícius Garcez
Todos as colunas mais recentes
 
E receba notícias gratuitamente em seu e-mail !
Últimas Notícias

Sem educação não há ensino

warning: Parameter 1 to theme_field() expected to be a reference, value given in /home/hojecent/public_html/hoje/includes/theme.inc on line 170.

Daqui a pouco chegarão as férias e pouco depois outro daqui a pouco anunciará o início e reinício das aulas que trarão no bojo da efervescência que esse momento representa na vida do aluno uma série de questões até agora mal resolvidas, porque mal discutidas, mas que determinam a realidade escolar.
Aparentemente a máxima difundida pelos setores mais conservadores da educação pública, de que o papel da escola não é educar, mas ensinar, faz esgotar, por si só, uma discussão que deveria ser iniciada nas direções escolares; ampliada nas salas de professores; estimulada nas salas de aula e estendida para as casas de todos: alunos e professores.
Não é de hoje que se ouve falar em “novos paradigmas” para a educação. Há muita gente que, revestida da intelectualidade que um título pode conferir, discorre longamente sobre esses “novos paradigmas”, causando perplexidade no ouvinte que nem sabe direito o que é paradigma, mas que se impressiona pela qualidade teórica do conteúdo. Muitas vezes até com razão, visto que, normalmente, a teoria possui, de fato, qualidade.
Então não se discute a conceituação teórica sobre a qual as ações do ensino público são estabelecidas. O que deve, com urgência, ser discutido, é o pragmatismo necessário para romper com a trajetória declinante da qualidade do ensino que se está oferecendo, mesmo que para isso tenha-se que abrir certas feridas que perpassam a constatação óbvia da deficiência profissional, a frágil estrutura física das escolas e a notória decadência educacional familiar, que empurra para a escola uma responsabilidade que é inerente da família: a educação. E quando afirmo que o papel da família é educar, não retiro da escola a sua responsabilidade no processo. Ao contrário! A função educadora da escola reside na essência da sua natureza formadora. Mas a educação que se prevê na escola é a educação para o pensar; para o conhecimento; para as possibilidades do aprendizado. Não aquela educação inicial da vida, determinante das atitudes sociais; das noções de respeito; das iniciativas de fraternidade e amizade. Esta vem do berço, da família.
Eu sei que há implicações sociais que transcendem a lógica simplista das afirmações fáceis. Eu sei que são essas implicações que desembocam na escola e se constituem em angustiante e perversa realidade. Não se pode, porém, em nome das mazelas sociais; das dificuldades de entendimento do Estatuto da Criança e do Adolescente; da baixa remuneração dos profissionais da educação, entre outros argumentos, criar um ambiente de indiferença aos resultados que a dificuldade de lidar com essa realidade vem reproduzindo sistematicamente.
Chegamos a tal ponto da transferência de responsabilidade, que a escola culpa a família pela sua deficiência educacional, a família, por sua vez, culpa a escola, que no seu entendimento, tem a responsabilidade do ensino; e as duas: família e escola, culpam o governo que não investe em educação, que paga mal, que só sabe dar cesta básica para perpetuar a dependência, e por aí vai. Esquecemo-nos, ou, fingimos que não sabemos, que nós somos governo. Que não será o papa, nem o presidente, nem o governador, nem o prefeito, nem o vereador, nem o diretor da escola, nem o professor, que fará aquilo que a família precisa fazer, que é educar.
Se enquanto pais, falhamos na educação dos filhos, não temos autoridade moral para exigir da escola eficiência na educação para o saber.
Conformar-se com a situação e falar mal dos governos, utilizando-se do próprio sistema público de ensino, são atitudes típicas de quem fala da escola pública muito mais como um exercício de catarse do que com a responsabilidade de quem quer, de fato, uma educação melhor, um ensino mais decente. E essa discussão deve começar nas direções escolares, ampliar-se nas salas de professores, consolidar-se nas salas de aulas e estender-se às casas dos alunos e professores.
Utopia? Não: necessidade.

Ed. 499 16/12/2009

Capa desta Edição
Publicidade
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Rua Augusto Thomaz, 30
Praça da Bandeira - Irati - PR
Fone / Fax:: (42)3422-2461 - (42) 3422-9630


Todos os direitos reservados - Hoje Centro Sul - 2010
Desenvolvido por www.selectsystem.com.br