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Marco Leite

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Uma questão de horizonte

Já falei aqui há uns seis anos do prefeito de Porto Murtinho, MS, Nelson Cintra. Lembro de haver contado de alguns planos/projetos que fariam parte do programa de governo de um recém eleito mandatário. Dentre as ações previstas estava a desativação da pista asfaltada do aeródromo local e transformá-la em uma instalação capaz de abrigar a operação de pequenos aviões cargueiros e jatos de médio porte.

Risonha e franca

Dia desses, não sei por que, e também não lembro com quem era a conversa, descambamos (tá certo descambamos?) pra Irati antiga. Lembramos do bar da Sofia, ou bar Maluf; do cinema do “Seo” João, o Theatro Central; do café do Tadeu, ou seria Thadeu?

J.D. Salinger

Jerome David Salinger, morreu dia 27, quarta-feira, em sua casa em Cornish, New Hampshire, aos 91 anos de idade. E o que que você tem com isso, né? Concordo, e também acho que nada. Afinal, quem era o cidadão?

Antigamente

Antigamente algumas atividades primavam por princípios éticos de não agressão, de respeito ao seu público ouvinte, televisivo ou leitor; está claro que no caso a atividade a que me refiro é a imprensa. Ela já foi de mais credibilidade, já respeitou mais e foi mais, muito mais, respeitada.

Mau começo

Dois mil e dez, pra mim, começou bem na contramão. Não como vitima preferencial, mas como parte dos perdedores. Primeiro foi o falecimento de Dona Zilda, depois o do poeta daqui Foed Castro Chamma. É engraçado como uma notícia sobre uma pessoa a quem não se teve – no caso – a grata satisfação de ter conhecido pessoalmente nos deixa sem norte, sem chão, sem referência. Peguei a informação na corrida, na TV, dizendo que Dona Zilda havia falecido, no Haiti, vitima do terremoto. A minha primeira pergunta, indignado, foi: mas o que que ela tava fazendo lá?

O bicho vai pegar

Nunca me dei bem com operações que incluam bolas de cristal, tarô, búzios ou qualquer outra forma de prever o que vai ser amanhã. Longo prazo, pra mim, anda na casa dos cinco minutos. Uns quatro anos depois do acidente fatal de Ayrton Senna eu tava no Canadá e assisti, na TV, uma “mesa redonda” de cronistas de automobilismo canadenses e americanos. Discutia-se quem teria sido o melhor piloto de F1 do todos os temos: deu Senna na cabeça, e o Schumacher já existia.

Monotonia

Não sei bem se é mais um ano ou menos um ano, mas é alguma coisa por aí. Mais uma vez Natal e fim de ano desde que se vendeu ao público em geral o calendário Gregoriano. Acho que vem daí a monotonia em médio prazo. Podem ver, adaptaram tudo a datas tudo, no máximo, anualmente. Aniversário, vestibular – nem todos -, eleição, nem todas, mas dentro de prazos. Uma chatice institucionalizada. E haja senso de humor.

Onde foi que erramos?

Dependendo do andar da carruagem pretendo voltar ao assunto cada vez que a minha capacidade de indignação disser que eu devo. Existem coisas que fazem parte de um mundo que insiste em aumentar a sua velocidade a cada giro do ponteiro dos décimos de segundo. Na outra ponta, existe um estrabismo doentio – localizável em certas camadas – que insiste em não reconhecer que o mundo é redondo; que a terra não é o centro do sistema, e que um dia a roda vai ser inventada.

Reminiscências

Acabei de ligar pra Sandra, a dona do jornal, explicando que não cometeria a coluna desta semana. De verdade. Sofro frequentemente uns surtos provocados pelo meio circundante que me joga literalmente no chão, não consigo engrenar uma palavra na outra e o caos se estabelece. Fui salvo pela minha janela. Ela está virada pro Oeste, o caminho de Foz pra Curitiba, e dependendo do teor de umidade do dia a esteira de condensação dos jatos acaba se estendendo desde o horizonte até encontrarem o limite do meu ponto de observação.

Canta Irati

Sábado, dia 21, fui ao Clube Polonês assistir e ouvir a oitava edição do exemplo de abnegação e esforço do grupo coral Canta Irati, que é o encontro “Canta Irati”. É estimulante sentir a garra dessa gente – e de não muitos mais – em preservar Cultura num pedaço de mundo, como em quase todo o resto dele, impregnado pelo canto fácil do quadradinho de Dó, regra geral adotada por essa desgraça apelidada de “música sertaneja”, via os espetáculos televisivos de sábados, domingos, feriados e a semana toda.

Jogando conversa fora

Presumível leitor, vou fazer uma confissão e quero você como testemunha: domingo, a esta hora, 17:30 ou cinco e meia, se você quiser, começa o meu inferno, batucar estas mal-traçadas pro jornal da Sandra. Já falei disso antes, mas é sempre a mesma coisa. Aí você decreta: então pare!

Imprensa

Não é de graça – e nem de hoje - que se costuma chamar a imprensa de “quarto poder” claro que, no caso, atrelando-a a política. Mas no dia-a-dia, dependendo da forma como ela é usada, seu peso especifico é alto; e ela cria e destrói com a mesma rapidez e facilidade. Não é a toa, também, que políticos amam ter entre seus bens de consumo mais próximos estações de rádio, redes de televisão e/ou jornais, no que são seguidos de perto por credos e igrejas dos mais diversos matizes.

Viva Brasil

Naquela campanha pelo desarmamento encontrei, em Brasília, alguns membros do movimento “Viva Brasil” fazendo seu movimento contra o desarmamento. Como também sou contra, peguei algum material que eles estavam distribuindo lá, e distribui aqui. Durante certo tempo eles me municiaram com informações e, mais tarde, pararam. No Rio de Janeiro - sempre existe uma lepra incapaz de enxergar 5cm além do próprio nariz, como é natural em seres humanos normais – rasteja um movimento que é a favor da liberação da maconha, entre outras amenidades, e a favor do desarmamento.

Um salto para o passado

Achei, até sábado, dia 24, que a briga Senna/Piquet tivesse acabado, não acabou. Esta é a primeira parte, volto a ela pra frente. Fui – pretérito - admirador do Nelson Piquet, e desde o tempo da Camber, uma equipe de corridas que ele criou em Brasília. Acompanhei de perto, como já havia acompanhado o Emerson, o Wilsinho, o Moco, o Luiz Pereira Bueno, Catarino Andreata, Paulo Cunha, Camilo Cristófaro, depois o Senna, Rubinho, Gugelmin, Boesel, Alex Dias Ribeiro e vi, de certa forma, tudo o que aconteceu no automobilismo brasileiro nas últimas décadas.

BSS

A revista Aero Magazine, em sua última edição, trás uma matéria sobre a apresentação da Esquadrilha da Fumaça – EDA, aqui, lá, BSS, Brazilian Smoke Squadron, em Dayton, Ohio, EUA, assinada por Marcelo de Barros Camargo, que é o tipo da viagem pra ser feita. Ele descreve com detalhes, desde a decolagem na Academia da Força Aérea, em Pirassununga, até a chegada ao local da apresentação, voando no Hércules C-130 de apoio da esquadrilha Uma coleção de belas fotos deixa a matéria mais interessante.

Prefácio

O Engenheiro Chefe do Décimo Quinto Distrito Rodoviário era o Amilton Ambrósio Ribeiro, foi trazido pra cá pelo diretor do DER/PR engenheiro Plínio Pessôa. Naquele tempo a BR 277, trecho Irati/Curitiba, era muito mais palanque eleitoral do que um projeto a ser viabilizado. Quem viveu o tempo sabe do que estou falando, e o desaguadouro natural das queixas era o Amilton. Isso durou bastante tempo.

Sniper

Semana passada, depois que mandei a matéria pro jornal lembrei que o tema a ser tratado era outro – este – mas já era tarde. Fiquei meio na contra mão com a história daquele seqüestro, no Rio de Janeiro, que acabou com um atirador de elite da PM do Rio, acertando a cabeça do bandido. Compactuo com a declaração de um delegado do Rio de que “bandido bom é bandido morto”. Não adianta essa gente não tem solução.

Cópia

Quando eu não sei pergunto ou copio. Como sei que muita gente não lê a VEJA (nem esta coluna), estou aproveitando parte do post do blog do Reinaldo Azevedo sobre uma matéria que faz parte da edição desta semana da revista. Vale a pena dar uma olhada.

Por que a escola brasileira é tão ruim

CUCA

Você sabe o que é CUCA? Nesta configuração aqui eu também não sabia. A sigla aqui quer dizer Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte. A iniciativa é federal e a primeira instalação foi inaugurada dia 10 passado, em Fortaleza, Ceará, e tem em seu nome uma fraterna homenagem á Ernesto “Che” Guevara. Então, CUCA Che Guevara. Não é um mimo? Não é uma magistral forma de “endurecer sem perder a candura”?

Burro na cabeça

Desde que estourou esse fuzuê da batida proposital - confessada - do Piquet Jr., pra beneficiar o Alonso, eu venho me perguntando: como é que um cara como o Piquet pai, que direta ou indiretamente gerenciava

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