Sábado, dia 21, fui ao Clube Polonês assistir e ouvir a oitava edição do exemplo de abnegação e esforço do grupo coral Canta Irati, que é o encontro “Canta Irati”. É estimulante sentir a garra dessa gente – e de não muitos mais – em preservar Cultura num pedaço de mundo, como em quase todo o resto dele, impregnado pelo canto fácil do quadradinho de Dó, regra geral adotada por essa desgraça apelidada de “música sertaneja”, via os espetáculos televisivos de sábados, domingos, feriados e a semana toda. É bom sentir, mesmo que em pequenos e isolados redutos, ainda existe vida inteligente e, melhor, existe público que prestigia esse tipo de evento a provar que nem tudo está perdido. Com um atraso de quarenta minutos por motivos que, tenho certeza, não se deve debitar aos promotores, mas a atores paralelos, apresentaram-se os anfitriões, o Coral Canta Irati. Depois outro grupo de Irati/Pinho de Baixo, o “Chiaro di Luna”, dirigido pela professora Edite Andreassa Grocholski; o Coral Paraná, regido pelo Maestro Paulo Kuhn, foi o terceiro da noite; e daí, pra mim, a grande surpresa, o Coro Cidade de Ponta Grossa, regido pela maestrina Carla Roggenkamp. Um grupo de não muitas vozes, mas vozes afinadíssimas e tecnicamente irretocáveis, pelo tempo de existência do grupo: um ano e meio, segundo a regente. Um repertório na medida exata pra explorar todos os recursos disponíveis do grupo. A apresentação lembra – ou tem um pouco – de tudo: canto gregoriano, em Hymme a la Nuit, uma peça francesa do século XVII; ou o que parece ter sido o norte, os primeiros acordes de grupos como o The Swingle Singers, americano; o Le Doublé Six, francês; o Buenos Ayres 8, argentino e, mais recentemente, o Manhattan Transfer, americano, a canção “Aleluia, Manuel”, EUA, do século passado. Comovente a apresentação. Então foi a vez do visitante mais distante, o Coral Afubra, de Santa Cruz do Sul, dirigido pelo maestro Abílio Piovezan. O último grupo a se apresentar foi o Coral Shalom, de Curitiba, do Maestro José Rodrigues. No encerramento, todos se transformaram num só grupo pra cantar Gonzaguinha. Pra finalizar, não se pode deixar de registrar o talento/insistência/quase amor dos integrantes do Coral Canta Irati e do Vanderlei Luiz Zarpellon, que durante todos esses anos vem, teimosamente, insistindo em se manter vivos, cantando, tentando mostrar e incentivar cultura. Podem ter certeza, eu sei como é a briga do outro lado do pano. Por isso quero que o Canta Irati – o grupo e o evento – tenham vida longa, e que a língua que vocês falam tenha cada vez mais integrantes. Parabéns mesmo.
Código-fonte – É a chave dos sistemas de gerenciamento de uma caça moderno. Fabricante desses aviões em lugar nenhum do mundo cede o código. Vende o básico e dá manutenção no resto. O Brasil já perdeu o bonde – ou o caça – da história quando “refugou” a participação da Sukhoi 35, russo.
Nossos iluminados, entre o joio e o trigo optaram pelo joio, e ficamos - comparando com o SU35 ou o 37 - com a sucata. O Gripen, nunca voou em batalha e muito pouco fora dela; o Rafale, pra não se discutir muito, caíram dois de uma só vez dia desses; ficou o FA-18 Hornet, do que sobrou, o melhor. Mas ainda querem o Rafale, francês. Ta bom! Olha onde isso bate. A Embraer tinha chance de vender 100 Super Tucanos pra USAF, mas como os gurus querem negócio com a França, um senador Sam Brownback, e um deputado, Todd Tiabrt, resolveram chutar o pau da barraca e querem, agora, que a compra dos treinadores seja lá mesmo nos EUA. Gozado este país nosso, né? Uns não gostam de aeroportos, outros de bons aviões. Acho que foi por isso que o Santos Dumont foi inventar o avião lá fora. To achando que avião tem alguma coisa a ver com cultura, preciso conversar mais com o Vanderlei Zarpellon, vamos falar de corais e aviões.
Ed. 496 25/11/2009





