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Edição 996 - Já nas bancas!
27/05/2016

Snakes celebram 50 anos da banda em show emocionante

Uma noite memorável marcou os 50 anos da banda iratiense Snakes e os 95 anos do Clube Polonês no último sábado, 21

Snakes celebram 50 anos da banda em show emocionante

Uma noite memorável marcou os 50 anos da banda iratiense Snakes e os 95 anos do Clube Polonês no último sábado, 21. A emoção do reencontro do músicos e das lembranças evocadas no público - de diferentes gerações -, que frequentou os bailes ou saraus animados pela banda tomou conta da celebração, denominada “Memories Night”.  

Minutos antes de entrar no palco, alguns músicos descreveram a sensação. "O coração está a mil. É muita emoção rever os amigos, esse povo da cidade que eu amo", afirmou o cantor Ubirajara Ferreira (Bira), que não reside mais em Irati. Na mesma linha, o cantor Vergílio Trevisan comentou: "É emocionante, eu sou um cara emotivo, ainda mais revendo os amigos e lembrando de uma época muito boa".

O velho sentimento de insegurança, comum a qualquer artista, mesmo os mais experientes, também se fez presente antes do show.  "Agora está dando um frio na barriga, parece que a gente vai errar. Ao mesmo tempo, a gente está se sentindo estrela, é tudo junto, medo por sabermos que não temos a mesma potência de 20, 30 anos, mas saber que a gente consegue fazer ainda", definiu a cantora Marli Traple.

Para o músico Gilson Leveovix, que foi um dos organizadores do evento, angústia. "Então, mais que emoção a angústia de um evento nesse porte, de encontrar tanto talento, tanta gente boa, bons músicos e também reencontrar os amigos  e ver que eles fizeram esse esforço para estar nessa festa".

A mesma ansiedade foi descrita pelos tecladistas Rogério Menon e Luiz Carlos Gomes do Vale (Tigrão). "A gente trabalha há anos com isso, mais a impressão que dá é que é a primeira vez que está acontecendo. Ver a primeira geração e a gurizada tocando junto, indescritível", avaliou Menon. "Nos emociona, porque a gente começa a relembrar. E já faz 15 anos que participei da banda, então vai voltando tudo, aquela adrenalina dos bailes, muita lembrança boa", disse Tigrão.

Ensaios

"Estamos ensaiando desde o mês de novembro [de 2015], creio que vai ser uma satisfação para mim e para o pessoal que está assistindo para matar a vontade e matar as saudades", destacou o baterista João Ademir Ribeiro (Guaraná).

Os ensaios e a sintonia entre os integrantes de diferentes formações dos Snakes foram comentados pela cantora Luciane Ventura. "Nos reencontramos  para viver esse momento musical, que reúne pessoas de outros lugares, pessoas que nunca tocaram, que se entrosam, que se comunicam sem ter se esforçado para que isso acontecesse... é uma coisa envolvente e muito natural de todo mundo e a música flui, então é bem prazeroso, renova a vida interior", explica.

E realmente o show fluiu. Com perfeição, clássicos das décadas de 60, 70, 80 e 90 foram sendo apresentados e motivaram os presentes a dançar.   Em momento algum o salão esvaziou e chegou a haver tietagem para com integrantes que, apesar de não morarem mais na cidade há anos, ainda hoje mantêm admiradores fiéis.

Espetáculo

Cerca de 120 músicas estavam cogitadas para compor a seleção, mas não houve tempo para apresentar tudo. Já desde os ensaios, previu-se esta possibilidade e, para incluir o maior número possível de sucessos aguardados pela plateia, foram retomados quase todos os “pout-pourris” criados pelo grupo, ou seja, medleys que reúnem trechos de várias músicas conhecidas agrupados dentro de um único estilo.

Quem compareceu, ouviu e reviu talentos, reencontrou amigos e, além da lembrança registrada nas câmeras e celulares, levou aquela impressa na retina e no coração. O clima era um misto de muita alegria e emoção. A energia do clube, da banda e dos presentes interagiu para tornar inesquecível e já deixar saudades precoces.

Histórias e desafios

Hélio Augusto Salmon (Oréio),  contrabaixista e fundador da banda Snakes, relata desafios e histórias vividas pelos componentes da banda em outras épocas.  "Cinquenta anos, queira ou não queira, chega a ser uma vida, a saudade é grande, a gente lembra de tanta coisa, tanta alegria, às vezes o sofrimento. As encalhadas, naquela época estrada a gente não tinha, não tinha asfalto, a gente queria chegar em Guamirim, Teixeira Soares, Imbituva, e encalhava. A gente chegava cheio de barro, mas depois que chegava lá dava uma lavada no pé, tudo valia, quando pisava no palco tudo era festa, e a saudade até hoje ela marca, é muito grande", relembra Hélio.

Músicos que se apresentaram

Adriana Ribeiro Borges – cantora

Claudemir Ribeiro (Kadu) – cantor

Cleiton Rodrigo Velozo (Neguinho) – percussionista

Edson Marcondes (Edinho) – baterista

Eros Ribeiro  - cantor

Fabiana Alves da Cruz (Fabi) – cantora

Franceliz Stefaniak Marques (Fran) – cantora

Gilson Leveovix – tecladista

Hélio Augusto Salmon (Oréio) – contrabaixista e fundador

Igor Martins – baterista

João Ademir Ribeiro (Guaraná) – baterista

João Edison Salmon – guitarrista e fundador

João Vitor Sviech – cantor

Luciane do Pilar Sartori Ventura – cantora

Luiz Carlos Gomes do Vale (Tigrão) – tecladista

Luiz Claudio Gaspar (Magal) – cantor

Marli de Fátima Traple – cantor

Moacir Batista – baterista

Nelson de Paula Pereira – guitarrista

Noel Borga – contrabaixista

Paulo Thoms (Paulinho) – guitarrista

Reinaldo Jorge Juliano Junior (Dinho) – cantor

Renato Juliano (Chocolatão) – guitarrista

Rogério Menon – tecladista

Rogério Pacheco – baterista

Serginho Trevisan – guitarrista

Ubirajara Ferreira (Bira) – cantor

Vergílio Trevisan - cantor

 

Texto: Da Redação/Hoje Centro Sul

Fotos: Ciro Ivatiuk/Hoje Centro Sul e Letícia Torres/Hoje Centro Sul

 

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