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Edição 996 - Já nas bancas!
06/05/2016

Presos da delegacia de Imbituva são transferidos

Transferência total dos presos atende ordem do secretário de Segurança

Presos da delegacia de Imbituva são transferidos

A delegacia da Polícia Civil de Imbituva foi esvaziada no último fim de semana. Mais de 40 presos foram transferidos para o presídio Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa.

A transferência aconteceu após ordem do secretário de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita, que realizou o pedido devido à superlotação e a insalubridade do local.

Os 41 presos compartilhavam um espaço destinado para apenas oito presos. Nos últimos anos, havia denúncias de que a carceragem de Imbituva abrigava os presos em lugares com péssimas condições de higiene. As denúncias contavam com relatos de que algumas celas possuíam ratos e baratas. Além disso, o local também já abrigava presos condenados e que ainda não haviam sido encaminhados para uma penitenciária para cumprir a pena.

Segundo o Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol), a ordem atende um pedido de providências feito pelo Ministério Público do Público, feito após o sindicato fazer uma denúncia no dia 12 de agosto de 2014.

Na época, uma denúncia foi investigada pelos os diretores do Sinclapol André Gutierrez, Daniel Côrtes, Fábio Barddal, Sidnei Belizário de Melo, Elter Taets Garcia e Luiz Carlos Dalabona que encontraram o local com 47 presos.

De acordo com o sindicato, o local oferecia risco iminente para os policiais de serviço e para a comunidade local, já que poderiam acontecer rebeliões, fugas ou até mesmo resgate de presos.

Quinze presos foram transferidos na noite de sexta-feira (29) e os demais foram transferidos na manhã de sábado (30), segundo o delegado da Polícia Civil de Imbituva, Reinaldo Zequinão Neto.

Para o delegado, sem os presos, os agentes poderão ter mais tempo para atender as investigações em curso e também à população. “Evita o desvio de função que tinha”, disse.

O prédio já foi interditado em 2014 pela Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e engenheiros da prefeitura do município que alegaram não haver condições para que os presos continuassem no local. Após essa transferência, a carceragem não deve receber mais nenhum preso. De acordo com o delegado, ainda não há uma definição dos procedimentos que deverão ser feitos caso ocorra uma prisão.

 

Texto: Da Redação/Hoje Centro Sul, com informações da assessoria Sinclapol

Fotos: Sinclapol

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