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Edição 1204 - Já nas bancas!
06/03/2020

Editorial - Sim, elas estão por toda a parte

Editorial - Sim, elas estão por toda a parte

Dia Internacional da Mulher, um momento de protesto ou de comemoração? Associado às lutas femininas por direitos iguais, sobretudo quanto ao acesso ao mercado de trabalho, o Dia Internacional da Mulher foi instituído na década de 70 e vem sendo lembrado todos os anos, em 8 de março.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), menos de 14% das mulheres tinha emprego nos anos 1950, e o último censo (2010) mostra que esse número passou para 49,9%. Claro que esse número já é maior hoje, o percentual de mulheres empregadas cresceu e o próximo censo do IBGE demonstrará isto, mas infelizmente muitas dos problemas envolvendo as desigualdades de gênero continuam sendo os mesmos.

No Brasil, as mulheres ainda ganham menos que os homens ao ocupar os mesmos cargos; as tarefas domésticas e a educação dos filhos culturalmente ainda são atribuídas exclusivamente a elas por grande parte das pessoas. A participação feminina na política ainda é infinitamente menor que a dos homens.

Estes são apenas alguns exemplos pontuais de que as mudanças têm acontecido, mas a passos lentos e que há muito ainda a ser conquistado. Logo, são legítimas sim as lutas feministas, os protestos, a leis que garantem proteção, que exigem que os partidos políticos destinem parte das vagas a candidatas mulheres, que criam mecanismos de combate à violência doméstica – outro grande problema que aflige mulheres, sobretudo aquelas que (de forma consciente ou não) se consideram inferiores psicologicamente e financeiramente e aceitam viver em relacionamentos abusivos.

Trazer a tona todas essas questões e mostrar que a mulher tem competência para ocupar qualquer posto profissional são algumas das vantagens de existir o Dia Internacional da Mulher.  Nesta edição, nossa reportagem especial conta a história de mulheres que desempenham funções que há até bem pouco tempo eram consideradas exclusivamente masculinas, como dirigir ônibus escolar ou comandar máquina pesada em canteiro de obras.

Sim, elas estão por toda a parte e não se trata de guerra de gênero, nem de invasão ou disputa com os homens. É apenas o resgate da consciência de que todos são capazes, independente de sexo, idade, cor da pele ou condição econômica.

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