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Edição 1190 - Já nas bancas!
13/12/2019

Mitos e superstições na sexta-feira 13 de lua cheia

Mitos e superstições na sexta-feira 13 de lua cheia

Sexta-feira, 13 de dezembro de 2019, lua cheia. Popularmente, a sexta-feira 13 é conhecida como um dia de azar ou má sorte. Já a lua cheia traz consigo mitos como o do lobisomem e que teria efeitos nocivos sob as pessoas, deixando-as propensas a terem crises de mau humor e até demência. 

O que dizer então de uma sexta-feira 13, de lua cheia?

Para alguns não é mais do que um dia comum como outro qualquer da semana, do mês ou do ano. Para outros a data tem simbologia especial e requer cuidados a mais. A proprietária da loja D´Magia, Dulce Gonçalves Batista conta como os consumidores de Irati se comportaram.

“Essa semana tivemos mais procuras por mandalas e velas para proteger o ambiente de energias negativas. O que as pessoas procuram muito também são pedras ametistas, incensos, banhos energéticos, mas principalmente na linha de velas”, comenta.

Ela acredita que as pessoas estão mais espiritualizadas atualmente. “Hoje em dia não se ouve mais falar em lobisomens e coisas do tipo, as pessoas estão mais espiritualizadas. Há outro conceito que é mais de elevação espiritual, diante disso, algumas crenças do passado se tornam lendas”, comenta.

Em Irati, a superstição esteve muito presente nas décadas de 40 e 50, segundo o professor e pesquisador da história e da cultura local, José Maria Grácia de Araújo. “Quando eu era criança eram cheios de lendas e contos em Irati. Na estação [ferroviária], por exemplo, as pessoas acreditavam que tinha lobisomem”, relembra.

Ele conta que era comum as pessoas sequer saírem de casa nas sextas-feiras, quanto mais na sexta-feira 13. Tinha-se muito medo de visagens, de assombrações. As histórias fantásticas eram transmitidas nas famílias e mesmo nas escolas.

“Quando estudei interno no Colégio São Vicente, na sexta-feira nos reuníamos com o padre para ouvir as histórias do boitatá, mula-sem-cabeça, lobisomem e aquelas histórias eram fantásticas, parecia que estávamos vivendo aquilo”, conta o professor Araújo.

Na avaliação dele, todo esse imaginário místico estimulava a imaginação, a criatividade. “Hoje a juventude vive mais com as coisas concretas, não existe mais aquela fantasia, aquela sensação de que existe algo diferente de tudo aquilo que acontece no dia- a- dia”, afirma.

Texto: Da Redação/ Hoje Centro Sul

Fotos: Pixabay e Jonas Stefanechen/Hoje Centro Sul

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