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Edição 1178 - Já nas bancas!
30/10/2019

Editorial - Aspectos que devem ser pensados

Editorial - Aspectos que devem ser pensados

O Natal em Irati neste ano será um pouco diferente. O local onde estava instalada a Casa do Papai Noel (fundos do Provopar) foi vendido e o novo proprietário decidiu fazer reformas, pedindo a desocupação do imóvel.

A propriedade particular era alugada pelo município e cedida para ser sede do Provopar, que organiza a programação de Natal. Com este pedido de desocupação, a prefeitura teve que encontrar outro local. O Parque Aquático foi o local temporário encontrado para receber as festividades natalinas. Obviamente será diferente: não haverá uma grande construção para abrigar a Casa do Papai Noel, mas muitas apresentações poderão ser feitas em um palco.

Porém, a nova localização direcionará os munícipes a um espaço distante do centro comercial. Logo, quem costumava ir para assistir as apresentações natalinas e também aproveitava para fazer suas compras de Natal não terá esta opção neste ano.

A antiga casa estava localizada próxima à Rua da Cidadania, que também recebia no período de fim de ano programações diferentes, como feiras gastronômicas e shows com bandas locais. Tudo isso atraia o público ao centro comercial, especialmente à noite quando o horário do comércio costuma ser estendido. As famílias passeavam na Casa do Papai Noel e aproveitavam para dar uma olhada no comércio, podendo comprar um item ou outro.

Com o Parque Aquático sendo o local dos festejos de Natal, as programações ocorrem em lugares distintos. Quem quer apreciar a programação irá para um lado da cidade. Quem quer fazer compras vai para o outro lado. Quem quer ir em ambos, terá que programar o deslocamento. Junto a isso, o comércio terá que pensar em novas formas para atrair o público para o centro comercial, já que a programação natalina no local ficará a cargo do próprio comércio.

Todo esse cenário já é visto pela atual administração, por isso, a solução deverá ser temporária. A expectativa é que a Casa da Cultura seja finalmente terminada no começo de 2020, fazendo com que o município possa se planejar e fazer nos fundos do prédio um local para os festejos natalinos.

Um das vantagens do local é que ele é público, propriedade do Município. O local anterior era alugado e gestões passadas investiram recursos públicos em um espaço privado, que agora não pode ser ocupado. Isso é desperdício de recursos. Valeu o investimento realizado pelo uso que teve pela população? Trouxe retorno econômico positivo por estimular o comércio local? Esse foi um caso isolado ou há iniciativas similares?  Como esteve e como está a fiscalização do legislativo quanto a questões deste tipo?  Estes e outros aspectos devem ser pensados.