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Edição 1177 - Já nas bancas!
11/10/2019

Editorial - Segurança nas escolas envolve um esforço coletivo

Editorial - Segurança nas escolas envolve um esforço coletivo

O celular está nas mãos de muitos adolescentes nos dias de hoje. Próximo a escolas os vemos olhando para as telas deles, compartilhando informações ou, às vezes, somente levando o smartphone de forma displicente. Não é de hoje que o uso de um item tecnológico é um meio de inclusão em um grupo ou até mesmo uma forma de status social.

Porém, a preocupação não é somente com possíveis prejuízos devido ao uso  desregrado da tecnologia, mas também uma questão de segurança. Isso porque o celular é um dos itens mais visados por assaltantes. Histórias de adolescentes assaltados no caminho para a escola infelizmente não são difíceis de encontrar, mesmo no interior, em cidades como Irati e Rio Azul. E apenas uma única história já pode assustar muitos pais.

A solicitação deles é que seja ampliado o patrulhamento nas proximidades das escolas, aumentando a sensação de segurança. Mas a quantidade de viaturas, o efetivo ou mesmo os horários de troca de turno nem sempre correspondem a expectativa.

No entanto, há meios para melhorar o que já é feito. Autoridades confirmam que mais efetivo e mais viaturas sempre ajudam. E para grandes regiões a serem patrulhadas, esse aumento é importante. Contudo, esse aumento atualmente tem sido conseguido aos poucos com apoio de parlamentares ou da comunidade e outras pequenas ações que aumentam efetivos ou estruturas de forma paliativa. A realidade é que o que está sendo feito ainda é pouco perto da demanda.

Entretanto, algumas ações mostram que políticas públicas podem ser efetivas e ajudarem a suprir essa necessidade de segurança. É o caso do projeto Escola Segura, do Governo do Paraná, que contrata policiais militares que recentemente ingressaram na Reserva,  remunerando-os para atuação em escolas estaduais.

O projeto está sendo aplicado em poucos municípios paranaenses, mas tem trazido experiências positivas, fazendo com que se tenha planejamento de ampliar o programa para mais municípios. Projetos como esses mostram que o caminho para a segurança nas escolas envolve um esforço coletivo, com políticas públicas colocadas de forma estratégica e planejadas que possam trazer mais segurança aos pais e alunos.