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Edição 1171 - Já nas bancas!
04/10/2019

Após um ano, maioria das empresas respeitam contratos de manutenção das rotatórias

Apenas duas empresas tiveram o contrato rescindido e as rotatórias já possuem novos adotantes

Após um ano, maioria das empresas respeitam contratos de manutenção das rotatórias

Depois de um ano do projeto Flor-A-Ti, apenas duas empresas tiveram o contrato rescindido por não cumprir as regras do projeto. O projeto foi implantado pela Prefeitura de Irati no ano passado permitindo que empresas adotassem rotatórias e espaços públicos, tornando-se responsáveis pela manutenção dos locais. Em troca, a empresa pode colocar uma placa no local.

As rotatórias da Rua Trajano Gracia e Conselheiro Zacarias foram as rotatórias que tiveram rescisão de contrato de adoção por falta de cumprimento das regras. As empresas responsáveis pelas respectivas rotatórias foram notificadas e deixaram de ter direito sobre o espaço. “Fizemos uma vistoria nessas rotatória e percebemos que não estava sendo cumprido o projeto paisagístico, por isso houve o cancelamento do contrato de adoção. Nós notificamos as empresas e passamos para o próximo adotante, que se prontificou a cuidar da rotatória”, explica a secretária de Ecologia e Meio Ambiente, Magda Adriana Lozinski.

Das 17 rotatórias que fazem parte do projeto, apenas duas ficaram sem adoção. “A do Fórum Eleitoral e a da Lagoa, na saída para o Guamirim, foram as rotatórias que ficaram sem adoção. Fizemos o contato com o comércio local, mas ninguém se interessou, então elas continuam aptas a serem adotadas”, conta Magda.

A rotatória que faz a ligação da alameda Virgílio Moreira com a BR 153, após o portal da cidade, está sob jurisdição do Estado do Paraná. Por esse motivo a rotatória acabou ficando para que o Município cuidasse. Magda conta que várias empresas se interessaram pela rotatória, porém, como os caminhões passam por cima da estrutura e acabam danificando a rotatória, as empresas acabaram desistindo do espaço. “As empresas locais pediram para que diminuíssemos o tamanho da rotatória para que os caminhões não passassem por cima. Porém aquela rotatória está vinculada com o DNIT [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes] e eles não permitiram essa mudança. Quem fez todo o paisagismo daquela rotatória foi a Secretaria de Ecologia e Meio Ambiente. A rotatória ainda não foi adotada, teve vários interessados, mas como não teve prontificação imediata, optamos pelo paisagismo dela”, disse.

Segundo a secretária, foram poucos os atos de vandalismos envolvendo o paisagismo. O que ocorreu foi o roubo de mudas de flores em um dos locais.

“Uma empresa plantou as mudas e passou uma senhora e disse: ‘Vou levar umas’. Foi explicado o porquê que estava sendo plantado e a senhora respondeu: ‘É público, eu posso pegar’. A população tem essa visão de que é público, eu vou destruir ou posso pegar, e não é assim. É bom que a população ajude com o respeito a esse espaço e principalmente a quem adotou. Tudo tem custo, não é barato paisagismo e manutenção da rotatória. Se todos forem pegar mudas e roubar, desmotiva o adotante. Logo não vai ter ninguém que queira cuidar dos espaços públicos”, finaliza Magda.

Adoção de espaços públicos

O projeto permite também a adoção de espaços públicos como praças, jardins e canteiros centrais de avenidas. “Não só rotatórias podem ser adotadas. Por exemplo, a praça da Dona Noca, fomos nós que fizemos os plantios das flores. Mas se uma empresa quer adotar um pedaço do canteiro e colocar uma placa de propaganda que procure a Secretaria [de Ecologia e Meio Ambiente]. Iniciamos pelas rotatórias por serem espaços pequenos e quantificáveis em relação a questão de fiscalização para dar um início no programa de adoção, mas todos os espaços públicos são passíveis do termo de adoção”, disse Magda.

Para cuidar das rotatórias, as empresas ainda podem fazer parcerias e adotam em conjunto. “Temos um exemplo que é a rotatória do prolongamento da Rua 19 de dezembro que foi adotada pela panificadora Italiano, Clínica Kominski e Funilaria São Francisco. Foi feito um acordo entre os três empreendimentos obedecendo todas as características da placa. Pode haver essa parceria sem problemas”, destaca.

A secretária explica como funciona o contrato. “Os contratos têm validade de 12 meses, com possibilidade de renovação, desde que tenha interesse da prefeitura e da empresa. Se estiver sendo bem cuidada e a empresa quiser renovar, a gente renova. Porém, veio 12 meses fazendo apenas uma pequena limpeza podemos fazer a rescisão e passar para o próximo adotante”, conta.

Texto: Da Redação/ Hoje Centro Sul

Fotos: Jonas Stefanechen/ Hoje Centro Sul

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