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Edição 1182 - Já nas bancas!
03/10/2019

Editorial - Educação inclusiva

Editorial - Educação inclusiva

De um lado, escolas com dificuldades, desde infraestrutura, passando por processos pedagógicos e questões relacionadas ao ensino. Do outro lado, escolas especializadas que possuem uma estrutura preparada, mas que enfrentam limitações de atendimento e de quantidade de profissionais para atender a demanda.

É de conhecimento geral que a educação brasileira possui desafios a serem superados, mas quando começamos a falar da educação de pessoas com deficiências, esses desafios tornam-se exponencialmente maiores e as soluções carecem de mais urgência, especialmente quando falamos da educação de uma pessoa com uma deficiência intelectual.

Foi essa urgência que fez com que pais se unissem e formassem a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) em 1954. Os pais não tinham como esperar mais de 60 anos para que o Estado brasileiro finalmente pensasse em educação inclusiva de pessoas com deficiência. A partir de então as Apaes se espalharam no país e se tornaram referência de educação especial. No entanto, a realidade é que as Apaes prestaram – e ainda prestam - um serviço que seria do Estado, preenchendo um vazio educacional existente.

Desde 1960, houve leis que trataram de alguma forma sobre educação de pessoas com deficiência. Mas somente a partir de 1990 é que a legislação começou a encarar a educação de pessoas com deficiência em escolas regulares como um direito. Porém, somente em 2016 é que virou crime a recusa de matrículas nessas escolas.

Hoje em dia, há um debate entre especialistas que possuem divergências sobre a educação de uma pessoa com deficiência numa escola especializada, como as Apaes, e na educação inclusiva na escola regular.

Entretanto, essas divergências não podem ser usadas como desculpa para que os serviços não sejam ofertados. Os pais de crianças com alguma deficiência têm o direito de escolher qual a melhor modalidade para seu filho, sem ter prejuízos com a escolha.

Tanto as escolas especializadas, quanto a educação inclusiva nas escolas regulares, podem coexistir, mas são os pais que irão escolher qual o melhor método para seu filho. Essa escolha não pode ser direcionada devido à falta de infraestrutura e preparação, ou de limitações no atendimento.