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Edição 1171 - Já nas bancas!
13/09/2019

Consórcio de Saúde quer construir sede para que todos os serviços sejam num único lugar

Consórcio de Saúde quer construir sede para que todos os serviços sejam num único lugar

Em Irati, o novo Centro de Especialidades do Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS/Amcespar) poderá contar com um centro de acolhimento para pacientes que ficarão durante o dia esperando consultas.

O planejamento ocorre após a Secretaria Estadual de Saúde pedir aos consórcios intermunicipais do estado para que planejem este tipo de local. Segundo o diretor do CIS/Amcespar, Luis Fernando Zanon de Almeida, a intenção é incluir esse local no projeto da construção do novo Centro de Especialidade que será feito em Irati. Atualmente, o Consórcio possui apenas a Casa da Gestante.

Como o projeto para o novo Centro de Especialidades ainda está sendo feito, há essa possibilidade de incluir. “Esse centro de acolhimento no espaço do Consórcio vai dar um conforto maior dos pacientes que vêm muito cedo”, explica.

O local funcionaria somente durante o dia e é direcionado a pacientes de outros munícipios, que precisam esperar durante o dia todo por uma consulta.

Centro de Especialidades

A obra do novo Centro de Especialidades é um dos grandes projetos do CIS/Amcespar. O projeto quer reunir em um só lugar áreas que estão espalhadas em Irati. “O Centro de Especialidade é uma obra que vai substituir os locais que nós estamos atendendo, que é no Ambulatório, o ConSus, o administrativo, o CEU – Centro de Especialidade Odontológica. Vamos reunir tudo em um local só para melhor atendimento, para distribuição melhor das vagas e melhor conforto dos pacientes”, explica o diretor do CIS/Amcespar.

O Centro de Especialidades será feito em um terreno de área de 6.458 metros quadrados, localizado no final da Avenida Getúlio Vargas, próximo a Yazaki.  A edificação terá em torno de 3 mil a 3.200 metros quadrados.

Haverá ainda mais outra área verde de 4.293 metros quadrados que também fará parte do projeto. “Nós vamos manter como está, e faremos umas melhorias lá, para que também tenha um local para os pacientes andarem e sentarem na sombra. Vamos estruturar o espaço, até com academia ao ar livre”, conta.

O projeto também poderá incluir a realização de exames no mesmo prédio, com equipamentos de imagem. “Estamos fazendo um estudo para ver o que podemos colocar para facilitar o atendimento dos médicos, a parte logística, dentro da estrutura”, explica.

Além de trazer mais conforto aos pacientes, o novo projeto ajudará a oferecer acessibilidade, principalmente aos que frequentam o Ambulatório, que não possui uma estrutura acessível. “Estamos tentando colocar acessibilidade no prédio, mas como o consórcio dos municípios não pode investir no prédio do Estado [o prédio é cedido pelo Estado], nós ficamos dependendo do Estado. Foram feitas três licitações, as empresas iniciam e não terminam. A última que era para começar em fevereiro, abandonou a obra”, detalha.

Terreno

A Prefeitura de Irati deverá doar o terreno para o Governo do Estado para a construção do Centro de Especialidades. A obra será feita com recursos estaduais e, após ser finalizada, passará ao Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS/Amcespar), que administrará o centro.

O diretor do CIS/Amcespar explica que a decisão por esse processo ocorreu para diminuir os custos para o Consórcio. “A princípio estávamos com uma negociação com o Estado que esse imóvel seria para o Consórcio e o Consórcio faria a obra. Como tínhamos uma questão do projeto, teria que ser feito pelo Consórcio e o custo era muito alto, em negociação com o Governo do Estado e o secretário de Saúde [Beto Preto], ele propôs para os prefeitos que o Estado assumiria toda a despesa da obra, inclusive o projeto”, disse. Assim, o Consórcio não deverá que arcar com a construção.

Atualmente, o terreno ainda está sendo regularizado pela prefeitura. A doação deverá também passar pela aprovação da Câmara de Vereadores de Irati e somente após esse processo que a obra poderá ser licitada. Junto a esse processo, uma equipe do Governo do Estado deve vir ainda este mês para conferir o terreno.

Após a doação ser finalizada, a previsão é que até o fim do ano a licitação do projeto seja lançada e no começo do próximo ano seja feita a licitação da obra. A previsão inicial é que o Centro de Especialidades possa ficar pronto em até dois anos. O valor estimado da obra é de cerca de R$ 10 milhões a R$ 12 milhões e a edificação será feita com recursos estaduais.

Busca

O diretor do CIS/Amcespar destacou que a busca pelo Centro de Especialidades é um desejo da gestão do presidente do Consórcio, o prefeito de Imbituva, Bertoldo Rover, que tem negociado com os prefeitos a vinda da nova estrutura. “Será o primeiro consórcio a ser contemplado com a obra neste governo do Ratinho Júnior”, disse.

O projeto vem ao encontro da proposta da Secretaria Estadual de Saúde de regionalizar a saúde no estado. A expectativa é que com a regionalização e a melhor estrutura, também se consiga atrair médicos especialistas que costumam trabalhar em grandes centros, suprindo assim a demanda do interior. “Tenho certeza que terá uma atração maior para os médicos especialistas que nós temos dificuldades de trazer, porque eles terão um público maior para atender”, disse.

Prédios

Hoje, a estrutura do CIS/Amcespar está espalhada por Irati em prédios públicos e privados. O Ambulatório está em um prédio cedido pelo Estado. A parte administrativa, onde também funciona o ConSUS e a Casa da Gestante, está em um prédio alugado. Já a única estrutura própria é o Centro de Especialidade Odontológica (CEU), construída com emendas parlamentares.

Com a construção do Centro de Especialidades, a intenção é localizar tudo em um só lugar. O prédio próprio onde hoje é o CEU passará ser o local onde funcionará o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

Atualmente, o Consórcio gasta R$ 8 mil mensais em aluguel. A expectativa é que se possa transformar esse valor em atendimentos e consultas. “Parece pouco R$ 8 mil para nove municípios. Mas o total no ano é de R$ 90 mil. É um número expressivo que deixaria de gastar”, disse.

A concentração dos atendimentos deverá ajudar também as prefeituras que fazem o transporte de pacientes, que hoje precisa levar pacientes em mais de um local.

Texto: Karin Franco/ Hoje Centro Sul

Foto  Jonas Stefanechen e Karin Franco/Hoje Centro Sul

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