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Edição 1164 - Já nas bancas!
11/09/2019

Editorial - O que muda com os atendimentos do Consórcio de Saúde em um só lugar?

Editorial - O que muda com os atendimentos do Consórcio de Saúde em um só lugar?

Conseguir uma consulta com um médico especialista pode ser muito difícil no Sistema Único de Saúde (SUS). Mas é mais difícil quando esse especialista está em outra cidade. Pacientes do SUS precisam ser levado em transportes das prefeituras para outros municípios, onde ocorrem as consultas.

O paciente levanta bem cedo, pega o transporte e vai até o outro município, juntamente com outros pacientes. O transporte municipal deixa no local de consulta. No caso de Irati, muitas vezes espalhados, deixando pacientes em diversos locais.  O paciente faz a consulta e precisa esperar todos os outros pacientes para conseguir voltar à sua casa.

Essa é uma realidade de muitos na região, mas que poderá ser amenizada por um projeto do Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS/Amcespar). O projeto quer reunir em um só prédio vários serviços do Consórcio. O terreno já está escolhido – será doado pela Prefeitura de Irati –  e o projeto deve ser licitado até o fim do ano. A construção do novo prédio, que deverá ser a sede do Consórcio de Saúde, será custeada pelo Governo Estadual.

O projeto deverá beneficiar principalmente os pacientes. Com a localização em um só lugar, será mais fácil acessar os serviços e o atendimento poderá se tornar mais prático e ágil. Outro fator será o conforto, já que o paciente – principalmente de outros municípios – não precisará ficar atravessando a cidade para conseguir atendimento.

Para o Consórcio, além de concentrar tudo em um só lugar, também ajudará financeiramente já que não precisará alugar o prédio onde está a Casa da Gestante e a administração. O valor economizado poderá ser repassado para novas consultas.

O projeto também melhorará a estrutura para o atendimento médico. E isso poderá ser uma atração para médicos especialistas, que costumam não gostar da ideia de trabalhar em cidades do interior porque normalmente não há uma infraestrutura apropriada para os atendimentos.

Os planos para o projeto são bons e positivos para a região. É o momento não só de celebrar, mas de  organização e pressão, principalmente por autoridades da região, para que o Governo do Estado dê celeridade ao projeto e o efetue a obra no prazo estabelecido, para beneficiar as mais de 200 mil pessoas que fazem parte da Amcespar.