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Edição 1164 - Já nas bancas!
30/08/2019

Editorial - É preciso articulação, planejamento e comprometimento

Editorial - É preciso articulação, planejamento e comprometimento

Muitos sequem pensaram nisso, mas um dia todos serão idosos. A expectativa de vida vem aumentando e o  resultado é que em pouco tempo teremos uma população mundial mais velha.

Em países desenvolvidos o envelhecimento populacional é uma preocupação, especialmente pela demanda já existente. Famílias menores, mais idosos, e maiores necessidades de cuidados já refletem no cotidiano.

Já há países com residenciais disponíveis para os mais diversos tipos de idosos, desde o idoso ativo que ainda vive uma vida perfeitamente normal e até para os idosos que precisam de cuidados, com quadros de demência, por exemplo. Em alguns países, já tem sido rediscutida a acessibilidade e itens como cadeira de rodas para mobilidade de idosos em espaços públicos amplos, ruas mais largas e semáforos com sinal de espera mais longo já são uma realidade.

No Brasil, a idade média dos brasileiros vem aumentando exponencialmente desde a década de 80, mas só deu um salto maior a partir de 2005. Isso significa que, diferente dos outros países desenvolvidos, que experimentaram o envelhecimento populacional gradativamente, o envelhecimento no Brasil tem sido rápido e representativo.

Assim, estamos em um país que ainda possui desigualdades socioeconômicas, com realidades brasileiras muito diferente uma da outra, mas temos também uma população que está crescendo e envelhecendo. Em 15 anos, a população idosa será o dobro da atual.

Os poderes públicos e privados já estão pensando nessas novas demandas que aparecem, mas ainda sim, são poucas para o que virá no futuro. No Brasil, não serão somente novas demandas, mas também realidades diferentes. Um idoso em uma zona urbana de um bairro mais desenvolvido terá demandas diferentes de um idoso em uma zona rural de uma localidade afastada e pouco desenvolvida. Serão demandas diferentes, para realidades diferentes, em um único país com uma população mais velha.

Se o planejamento é essencial para o desenvolvimento das cidades, para atender demandas de um novo público é imprescindível. Nas iniciativa privada, novos negócios e tecnologias já podem ser pensados para este novo público. Já no poder público, as ações não podem ser pensadas como políticas de uma gestão, mas sim, em políticas de Estado, para que permaneçam, independente de gestões e governos.

Para que consigamos lidar com a realidade que está próxima, é preciso articulação, planejamento e comprometimento de toda a sociedade para que as novas demandas sejam atendidas.