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Edição 1177 - Já nas bancas!
23/08/2019

Professor da Universidade de Oxford dará treinamento na Unicentro de Irati

O professor britânico dará um treinamento a alunos da pós-graduação e também conhecer a Floresta Nacional de Irati. Visita faz parte de um intercâmbio de conhecimentos sobre recursos genéticos florestais

Professor da Universidade de Oxford dará treinamento na Unicentro de Irati

Estudantes do Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais da Unicentro (PPGF), que funciona no campus Irati, participarão de um treinamento com um professor britânico nas próximas semanas.

O treinamento acontece após o professor Evandro Tambarussi, docente do PPGF, convidar o pesquisador David Boshier, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, para passar alguns dias na Unicentro promovendo um intercâmbio de conhecimentos sobre recursos genéticos florestais.

“Poucas universidades têm essa possibilidade de ter um professor, um pesquisador durante 15 dias para conversar com os estudantes de graduação, mestrado e doutorado e dar um curso, um treinamento em como fazer a manutenção e a conservação de recursos genéticos florestais”, defende.

Para recepcionar o pesquisador britânico na Unicentro, o PPGF e o Escritório de Relações Internacionais do campus Irati promoveram um café da manhã de boas vindas. Na ocasião, David, que além do inglês, também fala espanhol, falou sobre o conteúdo do treinamento. “O que queremos é abrir o olhar para que entender que há aspectos que são genéricos, aspectos da biologia reprodutiva que podem impactar de imediato a conservação, a regeneração e o manejo sustentável dessas espécies. Então, este curto propõe colocar a genética dentro de uma contexto maior de manejo, incluindo seus aspectos social e econômico”, diz David Boshier.

De acordo com o professor Evandro, que articulou a vinda de David para a Unicentro, o curso teve inscritos de diferentes atuações profissionais e de diversos locais do Brasil e da América do Sul. “São alunos de pós-graduação da Unicentro, da USP de São Paulo, da UNESP de Botocatu, também em São Paulo, da UFPR, do Espírito Santo e do Mato Grosso. Então, são alguns alunos de pós-graduação mais interessados nessa área de conservação genética, com profissionais de empresas privadas como Suzano, Klabin, e mais empresas públicas e que trabalham com conservação – por exemplo, o Instituto Florestal de São Paulo. Também tem empresas públicas e privadas de outros países como Argentina e Uruguai”.

O professor Evandro também comentou que a vinda do pesquisador de Oxford é uma oportunidade de iniciar um diálogo sobre um possível acordo entre a Unicentro e a universidade britânica. “Ele pode levar a nossa demanda para os escritórios internacionais da Universidade de Oxford para que a gente consiga firmar um acordo, para que os nossos alunos possam passar algum tempo lá na Universidade de Oxford e os alunos deles também tem muito interesse em passar algum tempo aqui”.

A agenda do professor David durante os próximos dias inclui uma visita até a Floresta Nacional de Irati, a Flona. Ele quer conhecer as espécies de árvores estudadas em uma dissertação de Mestrado co-orientada por ele em conjunto com o professor Evandro da Unicentro, e que agora terá continuidade como pesquisa de doutorado de um estudante do campus Irati. O britânico também vai participar de uma atividade organizada pelo Escritório de Relações Internacionais da Unicentro, que consiste em uma roda de conversa com alunos que estudam a língua inglesa.

Internacionalização

A internacionalização da universidade também foi tópico de uma reunião do professor britânico com o reitor da Unicentro, professor Osmar Ambrósio de Souza. “Para consolidar a internacionalização é importante que a universidade estabeleça relacionamentos com outras universidades por meio de intercâmbio de professores, de alunos, de projetos de pesquisa em conjunto. A vinda do professor aqui, ele traz conhecimentos e leva também conhecimentos, e isso que é a beleza do relacionamento internacional, é a troca de experiências”, explica.

O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da universidade, professor Marcos Ventura Faria, destaca que a internacionalização ajuda para uma formação abrangente. “Através da internacionalização, ou seja, da parceria com professores e laboratórios de outras instituições, de outros países, nós conseguimos melhorar a qualidade da formação dos nossos estudantes, melhorar e ampliar as oportunidades de pesquisa, fazendo com que as nossas pesquisas nas áreas do conhecimento sejam mais robustas, mais alinhadas com a fronteira do conhecimento, com as questões colocadas em nível mundial”, discorre.

Texto/Foto: Assessoria Unicentro

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