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Edição 1164 - Já nas bancas!
25/07/2019

Editorial - Prevenção é necessária

Editorial - Prevenção é necessária

A visita de uma agente de saúde na sua casa e a ida a um posto de saúde para uma consulta são atos que estão incluídos dentro da chamada Atenção Primária, uma etapa da saúde pública onde são realizados os primeiros cuidados com os pacientes. É nesta etapa também que estão as ações de prevenção, desde campanhas até vacinações para que não se tenha doenças.

Na Atenção Primária, um dos objetivos é acompanhar a saúde do paciente. Isso quer dizer que não necessariamente é preciso esperar o paciente ficar doente para tratar da sua saúde. Acompanhar e conseguir diagnosticar o mais cedo possível pode evitar que o paciente tenha uma doença mais grave, que seja mais difícil de curar e que, consequentemente, o tratamento seja mais caro para o poder público.

Por isso, o Paraná se volta atualmente a tentar fortificar a Atenção Primária, para que casos que poderiam ter sido evitados ou diagnosticados mais cedo, não evoluam e acabem em um atendimento de média complexidade. O Planifica SUS, lançado nesta semana em Teixeira Soares, tem o objetivo de melhorar esse atendimento primário e ajudar com que índices de saúde aumentem na região. A proposta é melhorar o atendimento através da capacitação dos profissionais que atuam na gestão das equipes da Atenção Primária.

Contudo, um dos desafios desse projeto é fazer com que a população vá à unidade de saúde, sem necessariamente estar doente. A prevenção de doenças é um dos maiores desafios, e somente ocorrerá quando a população se conscientizar sobre a necessidade.

Mas esse não é o único desafio. Um dos maiores problemas é que as prefeituras estão tendo que cobrir falta de vagas e profissionais em áreas especializadas, e sendo responsável pelo transporte de pacientes. Esses recursos acabam pesando no orçamento municipal, que têm um limite. Assim, ao invés do orçamento municipal de saúde ir para a Atenção Primária, parte precisa ir também para transporte, vagas e consórcios.

Um caminho para melhorar é investir na Média Complexidade. Uma das propostas da atual gestão da Secretaria Estadual de Saúde é fazer uma regionalização, aprimorando os serviços existentes nas regiões, para que diversas situações sejam resolvidas localmente, e apenas casos mais graves e complexos precisam ir à Curitiba. A pasta já sinalizou que deputados federais e senadores podem ajudar no incremento de recursos para melhorias de infraestrutura.

A proposta é bem vinda, mas precisa ser bem elaborada e planejada, para que de fato supra as necessidades reais dos municípios. Além disso, é também preciso estar atento se há como manter a nova infraestrutura e se os municípios estão preparados para as demandas. Se os itens forem bem pensados e bem planejados, com regiões se especializando e a saúde de Média Complexidade se espalhar no Estado, a saúde pública paranaense poderá dar um salto de qualidade.