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Edição 1141 - Já nas bancas!
04/06/2019

Editorial - Seis mortes no Paraná e uma em Irati

Editorial - Seis mortes no Paraná e uma em Irati

A última semana da campanha de vacinação contra a gripe em Irati foi marcada por uma notícia nada boa. A morte de uma mulher de 47 anos, que se encaixava no grupo prioritário para receber a vacina, mostra a importância da prevenção.

Uma prevenção eficiente, principalmente para grupos de risco é a vacinação. Apesar de não cobrir para todos os tipos de vírus da gripe existentes no país, a vacina reúne a prevenção para os principais vírus que contaminaram as pessoas na última temporada.

Como há um número específico de vacinas disponíveis, a campanha estabelece grupos prioritários que devem ser vacinados. E o risco é definido sobre o quanto de complicações aquele grupo poderá ter se pegar gripe. Um dos riscos é o óbito.

No Paraná, somente na última semana foram seis mortes, totalizando 37 pessoas que morreram pelo vírus da gripe. 133 pessoas foram diagnosticadas neste ano, sendo que 85% são do tipo Influenza A, subtipo H1N1 – o mesmo que vitimou a mulher em Irati.

Para determinados grupos, a vacinação não pode ser uma opção, mas sim, uma maneira de evitar complicações que podem culminarcom uma morte.

No entanto, o que acontece é que grupos que deveriam tomar a vacina – especialmente mulheres grávidas e crianças menores – acabam não tomando por diversas razões. Seja porque a vizinha disse que não adiantava, porque leu alguma coisa no Facebook ou WhatsApp, porque simplesmente não queria, ou pelas mais diferentes desculpas.

Muitos ainda afirmam que não encontraram a vacina. No entanto, as secretarias têm divulgado que é possível encontrar em quase todos os postos. O que pode acontecer é que, num dia, podem ter acabado as doses e no outro dia o posto receber novas doses. Entre sempre em contato com os postos para saber se há vacina. Se não tiver, reclame. A Ouvidoria pode ser um meio eficaz de chamar a atenção.

Em suma, desculpas não podem servir para que grupos prioritários não tomem a vacina. Para quem está fora dessa classificação, resta tentar fazer pelo particular, pagando a vacina, ou esperar o fim da campanha para tentar encontrar as doses que não foram usadas.

O que não pode acontecer é ter disponibilidade gratuita da vacinação e a população não usar.