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Edição 1185 - Já nas bancas!
23/05/2019

Editorial - Boa notícia para o setor agropecuário

Editorial - Boa notícia para o setor agropecuário

Em 2005, o Paraná era um dos estados que enfrentava a sombra da notícia de poder haver febre aftosa em seu território. A doença havia sido detectada no Mato Grosso do Sul e teria vindo ao estado.

O surto levou vários paísesproibirem a importação de carne brasileira, impactando nas exportações do estado. Um estudo publicado na revista científica Ciência Animal Brasileira, em 2015, mostra que apesar do aumento geral nas exportações do país, Paraná e Mato Grosso do Sul foram os estados mais impactados, vendo seu faturamento diminuir.

A notícia da existência da doença no mercado brasileiro veio em uma péssima hora, já que o país se preparava para aumentar ainda mais o número de mercados de exportações. No entanto, o plano teve que esperar e o estado brasileiro teve que reforçar ainda mais as campanhas de vacinação que já ocorriam há algum tempo.

O Paraná somente depois de anos realizando a vacinação contra a febre aftosa conseguiu ser reconhecido novamente como uma área livre da doença, mas com vacinação. As exportações continuaram acontecendo, mas mesmo assim, alguns mercados ainda olham com um ar desconfiado sobre a qualidade da carne exportada.

Mas esse cenário pode mudar. O Paraná tem se preparado para conseguir o reconhecimento de área livre, sem vacinação. Até o momento, apenas Santa Catarina conseguiu esse reconhecimento.

O trabalho tem sido desenvolvido há alguns anos, mas diversos itens tem feito com que o processo demore a ser concluído. Contudo, a expectativa é que em setembro o Ministério da Agricultura aprove a liberação. Com isso, o estado estará pronto para pedir o reconhecimento internacional e atrair novos mercados.

A expectativa é que essa liberação da vacinação contra a febre aftosa possa beneficiar o setor agropecuário, que terá uma expansão do interesse exportar carne. A previsão é que o preço da carne para exportação aumente, incentivando a produção para mercados internacionais. Outra expectativa é que a demanda por proteína animal possa aumentar, aquecendo outros mercados internos, como da soja e milho.

Apesar da boa notícia para o setor agropecuário, para o público interno, o preço da carne ainda é uma incógnita. Em 2005 e 2006, com a recusa de outros países, o mercado interno teve grande oferta de carne, o que fez com que o preço baixasse. As exportações se recuperaram, mas a previsão para o preço da carne no mercado interno ainda é difícil, já que a carne produzida por este setor agropecuário tem a finalidade de exportação e não abastecimento para o mercado interno.

Em suma, para os setores produtivo ede exportações, a notícia é boa. Com mais mercados e preço valorizado municípios que dependem exclusivamente da agropecuária tendem a ser os mais beneficiados, já que poderão ver um rendimento em suas produções e o mercado interno poderá ser aquecido.