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Edição 1156 - Já nas bancas!
22/05/2019

Homens são as principais vítimas fatais em acidentes de trânsito

Os homens são os principais envolvidos em acidentes com vítimas (75%) e também são os que mais morrem no trânsito (76%). Conheça um pouco do perfil dos envolvidos em acidentes e as ações para evitar mais mortes

Homens são as principais vítimas fatais em acidentes de trânsito

Homem, 40 anos, em um automóvel, dirigindo em alta velocidade. Este conjunto de características representa o perfil das pessoas que mais se envolveram em acidentes em 2017,baseado nos dados do último Anuário de Estatística divulgado pelo Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) – que traz números e características dos acidentes no Estado.

Entre os envolvidos em acidentes com vítimas,cerca de 50% dos condutores tinham principalmente de 30 a 59 anos, seguidos de condutores entre 19 e 29 anos (32%). 75% dos condutores que se envolveram em acidentes eram homens, sendo que apenas 19% eram mulheres.

Ainda sobre os condutores, 53% eram habilitados. Dos veículos que se envolveram em acidentes com vítima, 46% eram com automóveis ou camionetas.

Ao considerar as vítimas, os homens são os que mais morrem no trânsito. Segundo os dados, 76% das vítimas fatais eram homens. Nos acidentes sem vítimas fatais, os homens também são maioria: 64%. Quanto à idade, são os jovens entre 19 e 29 anos que mais morrem no trânsito.

Após cinco anos de registros de queda nos números de acidentes com vítimas, 2017 registrou um leve crescimento nas estatísticas. Foram mais de 36 mil acidentes com vítimas em 2017, enquanto em 2016 foram mais de 35 mil ocorrências. Em 2017, 56% dos acidentes foram provocados por colisões ou abalroamento – quando um carro bate na lateral de outro veículo em movimento, num cruzamento.

Velocidade

O excesso de velocidade foi a principal causa das infrações registradas em 2017. De todas as infrações, 29% eram por transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20%. Essa infração foi também a principal causa para que motoristas tivessem o direito de dirigir suspenso ao somar 20 pontos (17,55%).

Já nos motoristas que tiveram o ato de dirigir suspenso de forma direta, 36,28% eram por transitar em uma velocidade superior à máxima permitida em mais de 50%.

A alta velocidade é uma das grandes preocupações do Detran-PR quanto à segurança no trânsito. “Os limites de velocidade estabelecidos nas vias são pensados estrategicamente para a segurança dos veículos que ali transitam e, também pensando nos possíveis conflitos de tráfego que possam ocorrer no entorno. Sendo assim, ultrapassar os limites de velocidade gera, automaticamente, uma condução perigosa”, explica a diretora de tecnologia e desenvolvimento do Detran-PR, Jaqueline Almeida.

Ela ainda destaca que este é um fator para a ocorrência de acidentes com vítimas. “Quando um condutor está acima do limite permitido, o tempo de parada deste veículo é totalmente interferido, o que pode ser decisivo para se envolver ou não em um acidente. Os acidentes em alta velocidade, na maioria das vezes, provocam vítimas fatais – como atropelamento de pedestres, capotamentos de veículos. Lembrando que, além da velocidade, é importante que o condutor esteja atento às condições da via, pois em caso de alguma situação adversa, é preciso tempo e espaço suficiente para resolvê-la”, explica.

Motociclistas

Em 2017, houve a diminuição de 51% das motocicletas em acidentes de trânsito com vítimas. O número saltou de mais de 20 mil motos envolvidas em 2016, para mais de 9 mil motos em 2017.

Mesmo assim, a diminuição de motos nesses acidentes não fez com que parassem de serem as principais vítimas fatais. Quando olhamos os números de vítimas fatais, vemos que 24% das vítimas eram motociclistas.

O número teve um leve aumento, em 2016, quando 383 motociclistas morreram, para 394 motociclistas mortos em 2017. “A motocicleta, motoneta e ciclomotor são veículos que propiciam maior agilidade, mas, juntamente a isso, vem a fragilidade a que seus usuários estão sujeitos”, relata Jaqueline.

Por isso, ela destaca a importância de os motociclistas estarem atentos às regras que trazem segurança no trânsito. “Existem dispositivos de segurança para o motociclista e passageiro que, quando utilizados corretamente e somados à velocidade compatível e manobras corretas, contribuem para maior segurança”, explica.

O Código de Trânsito Brasileiro estabelece a utilização de capacete de segurança, com viseira ou óculos protetores, o uso de um vestuário de proteção, além de segurar o guidão com as duas mãos.

Segundo Jaqueline, o motociclista precisa estar atento no trânsito. “Use vestimenta completa, incluindo luvas, se possível com faixa refletiva para que você seja visto pelos demais condutores e pedestres. Procure ficar sempre ao alcance dos retrovisores dos motoristas, evitando os pontos cegos, e nunca ultrapasse pela direita. Os pontos cegos de outro motorista são: colunas, comprimento, largura e altura do veículo”, destaca.

Outra dica é no vestuário que pode proteger o motociclista. “Usar botas de couro com cano alto para proteger o tornozelo, blusão de couro ou de tecido bem grosso, calças comprida e de tecido bem resistente, luvas grossas de couro próprias para motocicleta”, relata.

Jaqueline ainda enfatiza que ações enquanto se pilota a moto são importantes para evitar acidentes. “Pilotar sempre com atenção, não costurando entre veículos em movimento ou parados. Ocupar adequadamente seu espaço nas ruas e nunca dividir a mesma faixa com outros veículos. Durante o dia, circular com farol aceso, sinalizando sempre suas intenções”, explica.

O cuidado com os freios também é um modo de se prevenir. “Sempre os dois ao mesmo tempo, usando os quatro dedos na hora de frear, lembre que o freio traseiro, além de ajudar a parar, mantém o equilíbrio da moto”, disse.

É ainda preciso que o motociclista,antes de sair, verifique as lâmpadas, buzina, bateria, calibragem dos pneus, óleo do motor e a suspensão. Além disso, o capacete precisa estar dentro da validade de 3 anos. “Troque o seu na data do vencimento ou se ele cair no chão, pois não estará mais protegendo a sua cabeça”, complementa.

Ainda sobre o capacete, Jaqueline destaca que é preciso alguns cuidados. “O modelo “coquinho” não é permitido por lei porque não protege a sua cabeça (rosto, crânio e cérebro). Capacetes sem viseira somente são permitidos se você usar óculos de proteção lateral. Óculos de sol não valem, pois não protegem seus olhos. Quando comprar um capacete, verifique se ele é aprovado pelo Inmetro”, explica.

Jaqueline ressalta que para se ter um trânsito seguro é necessário a participação de todos. “A conscientização da sociedade para um trânsito mais seguro está diretamente ligada a uma mudança no padrão de comportamento de cada um, seja enquanto pedestre, ciclista, motociclista e condutor”, disse.

Frota em Irati

Em quatro anos, mais de 5 mil veículos foram acrescentados no trânsito de Irati. Em 2017, a frota de veículos já somava 35.719, representando um crescimento de 14% desde 2013.

Mesmo após a crise de 2014, Irati tem registrado um crescimento de 3% a cada ano em relação aos números de veículos.

Texto: Karin Franco/Hoje Centro Sul

Fotos: Karin Franco/Hoje Centro Sul

Paulo Henrique Sava/Najuá

 Rodrigo Delfino/Najuá

PRE/Divulgação

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