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Edição 1134 - Já nas bancas!
16/05/2019

Editorial - O desafio de melhorar a infraestrutura de atendimento no setor de segurança

Editorial - O desafio de melhorar a infraestrutura de atendimento no setor de segurança

Forças políticas e organizações têm pleiteado nos últimos anos rearranjos nas estruturas da segurança pública existentes na região. Sobretudo no Corpo de Bombeiros e na Polícia Civil. A divisão ajudaria na melhoria de infraestrutura e possibilitariaoferecer um atendimento melhor às ocorrências. No entanto, muitos dos pedidos não obtiveram sucesso.

É o caso do pedido para a criação doSubgrupamento Independente do Corpo de Bombeiros de Irati. O ex-comandante, capitão Jorge Augusto Ramos, tentou nos três anos em que esteve à frente da corporação transformá-la em SGBI. Prestes a deixar o cargo, a então governadora Cida Borghetti disse que estava autorizada a mudança, mas não assegurou os trâmites formais necessários e ficou apenas na promessa.

Na região, outro foco para transformar as estruturas é a Polícia Civil. Segundo a Subseção da OAB em Irati, é necessário criar uma Subdivisão para que se possa implantar uma Delegacia da Mulher. O pedido pela delegacia já foi feito pela Secretaria de Segurança Pública de Irati, mas ainda é necessário um longo processo para que se concretize.

Contudo, apesar desse processo ser longo, as ocorrências não param, especialmente quando falamos de violência contra a mulher. A região registra casos e mais casos nessa área, o que demonstra a necessidade.

Nesse contexto, as reclamações de atendimento não são uma novidade para a comunidade. No caso da Delegacia de Irati, há ações para se reorganizar para melhorar o atendimento, mas ainda há limitações que prejudicam a população. Essa falta de estrutura afeta o atendimento e compromete a busca por segurança. Muitas mulheres, por exemplo, não procuram a polícia para fazer boletim de ocorrência, fazendo muitas vezes com que a violência se perpetue sem punição. Isso acontece por verem a impunidade e acreditarem que ato de fazer o boletim não ajudará em nada, e pode muitas vezes piorar.

Por isso, para melhorar a segurança pública na região, é preciso fazer mais do que já está sendo feito, especialmente quanto aos casos de violência sexual e doméstica que se perpetuam. A busca por maiores estruturas é apenas o primeiro passo para começar encarar o problema de frente.