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Edição 1134 - Já nas bancas!
29/04/2019

Editorial - Educação e conscientização devem ser contínuas

Editorial - Educação e conscientização devem ser contínuas

A diminuição do número de trotes para a Polícia Militar nos últimos dois anos na região resultou de diversos fatores. Entre eles, o trabalho realizado pela Polícia Militar junto às escolas.

Além de programas como o Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), a Polícia Militar também possui a Patrulha Escolar que realiza diversasiniciativas de prevenção, procurando atuar antes de que ocorra a inserção de pessoas no mundo do crime. Essa presença tem ajudado a conscientizar sobre a importância da Polícia Militar na sociedade.

Mas mais do que esse trabalho, também está a conscientização dos pais em relação ao acesso às tecnologias. Muitos pais têm começado a tomar atitudes voltadas ao controle e monitoramento do que os filhos fazem utilizando meios tecnológicos.

Esse também pode ser um fator para que os trotes tenham diminuído. E essa colaboração é apontada pela Polícia Militar como um dos benefícios, já que são os pais que podem ajudar não só a checar como a tecnologia está sendo usada, mas também conscientizar os filhos da responsabilidade que existe.

E ao contrário do que muitos pensam, há responsabilidade. Passar trote telefônico para uma autoridade é crime segundo o Código Penal e pode gerar uma pena de um a seis meses de detenção. A medida existe porque ao passar o trote, o falso comunicado despenderá recursos para atender a falsa situação, enquanto os recursos poderiam para uma ocorrência real.

A diminuição mostrou que o trabalho conjunto pode funcionar, no entanto, ainda é necessário mais trabalho para que se diminua. Na região, o ano passado registrou 14 mil trotes, e neste ano, após uma baixa, o índice voltou a subir em março, com registros, em média, de 42 trotes por dia.

Por isso, o trabalho de educação e conscientização deve ser contínuo para que se consiga manter a tendência de diminuição das estatísticas.