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Edição 1158 - Já nas bancas!
26/04/2019

Tecnologia transformou a profissão de contador

Grandes mudanças ocorreram ao longo das décadas, principalmente com o avanço da tecnologia, que afetaram o dia a dia da profissão de contador. Conheça algumas dessas transformações

Tecnologia transformou a profissão de contador

Na última quinta-feira (25) foi comemorado o Dia da Contabilidade. A data surgiu em homenagem ao senador João Lyra Tavares que, em 25 de abril de 1926, defendeu a regularização da profissão de contábeis no Brasil.

Ao longo dos anos, a profissão sofreu diversas mudanças, principalmente por causa da tecnologia. Contador há mais de 50 anos, Alexandre Filipaki lembra que no início era necessário fazer todo o trabalho manualmente, a princípio em diários, seguido pelas máquinas de escrever até a chegada do computador. “Antigamente, eu sozinho cuidava de seis firmas entre elas marcenaria, comércio, fábricas, todas na máquina de escrever. As escritas que eu tinha eram de cinco a seis tipos de atividades, trabalhava sozinho e dava conta”, disse.

Em Irati, uma associação dos contabilistas foi fundada, visto a dificuldade que se tinha para ter informações sobre leis, que vãosempre sendo atualizadas. Caso houvesse algum problema, era necessário se deslocar até o município de Ponta Grossa, já que não havia órgãos públicos na região para tirar dúvidas. “Quando foi fundado [a associação] era muito difícil. Eu tinha uma assinatura de revista para poder me orientar, para não infringir leis. Assinatura não era barata, vinha semanalmente uma revista e era arquivada. Precisávamos nos reunir com outros colegas para resolver um problema, para ver qual era o entendimento sobre o assunto”, conta.

Tudo mudou com a chegada da internet,que aperfeiçoou e facilitou o sistema de informações. Alexandre conta que o trabalho foi triplicado, sendo realizado diariamente. Assim surgiram os escritórios que exercem apenas o papel de contabilidade. “Com a chegada da internet, a profissão foi muito mais valorizada, visto que a dificuldade é muito maior do que tínhamos antigamente. O profissional tem que se especializar para saber aplicar diariamente, além da necessidade de ter uma equipe, não pode ser sozinho, hoje temos diversos escritórios”, explica.

A principal mudança foi a fiscalização, que passou a ser realizada diariamente, e não apenas uma vez ao ano. Com a demanda muito grande de informações diárias, uma equipe para cada setor se viu necessária. “Se você deixa de registrar uma nota, eles veem no sistema na hora. Atualmente o trabalho de contabilidade é feito em equipes, cada um cuidando de um setor, por exemplo, um cuida do INSS [Instituto Nacional do Seguro Social], e outro do imposto de renda”,disse.

Alexandre afirma que o perigo de se infringir uma lei atualmente é grande, visto o número de guias que se fazem necessárias declarar. Por outro lado a facilidade de se resolver o problema e esclarecer as situações foram um ponto positivo. “Hoje a retenção de leis é uma barbaridade, você emite uma nota de R$50, tem que fazer duas, três guias, pois retém INSS, retém ISS [Imposto Sobre Serviços], aumentou a variedade de tributos, de coisinhas que o escritório tem que saber, por isso a necessidade de uma equipe. Caso aconteça de esquecer uma declaração, é visto se aconteceu um equívoco ou se esqueceu de pagar, você vai recorrer e emitir novamente e já sai corrigido com o valor de juro multa. Nesse ponto facilitou bastante”, conta.

Texto: Da Redação/Hoje Centro Sul     

Foto: Karin Franco/Hoje Centro Sul