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Edição 1148 - Já nas bancas!
18/04/2019

Política em Questão - Por Letícia Torres e Ciro Ivatiuk

Política em Questão - Por Letícia Torres e Ciro Ivatiuk

Impresso x digital

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes mandou  “tirar do ar” uma reportagem da revista Crusoé, na qual o empreiteiro Marcelo Odebrecht teria apontado que o presidente do STF, Dias Toffoli, seria o “amigo do amigo do meu pai”, codinome que consta na planilha de propinas da Odebrecht. Como se trata de uma publicação apenas digital, que existe desde o ano passado, sem versão impressa, é bem mais fácil mandar “tirar do ar”. Caso fosse uma decisão envolvendo uma revista nacional impressa, como a Veja ou a IstoÉ, seria impossível recolher todos os exemplares já entregues aos assinantes, ou já compradas nas bancas pelos leitores.

 

Efeitos

Por outro lado, a decisão de mandar “tirar do ar” a reportagem da revista digital – o que é parte de um inquérito do STF para apurar fake news, injúrias, difamações e calúnias – foi um baita tiro no pé. Caso a intenção de Moraes tenha sido tentar barrar a divulgação de um suposto envolvimento de integrantes do STF em esquemas de corrupção, o efeito foi contrário. A gritaria geral de que houve censura a uma revista digital que quase ninguém conhecia,  fez com que se falasse muito sobre o assunto na mídia nos últimos dias.

 

“Quase impossível”

Durante a coletiva de imprensa sobre os 100 primeiros dias, o governador Ratinho Júnior (PSD) não disse que não haverá reajuste para os servidores estaduais, na data-base, em maio. Entretanto, ele reiterou o discurso que já vem adotando, de que seria “quase impossível”, pois está pressionado pelo limite prudencial de gastos com pessoal e, além disso, o Estado precisa investir em segurança pública, nomeando mais policiais, o que representa aumento em gastos com pessoal.

 

Questionamentos

Nos bastidores, as articulações para pressionar o governo quanto à data-base estão em andamento.  Como de costume, o sindicato que representa os professores, a APP-Sindicato, é o primeiro a ameaçar o governo. Consta no site da entidade que uma paralisação já está marcada para o dia 29 de abril. Cabem vários questionamentos: Haverá adesão dos professores?  As demais categorias de servidores públicos estaduais não precisam da reposição inflacionária? Seria correto que o governador Ratinho Júnior negociasse apenas com os professores? Os demais sindicatos vão se manifestar? Ficam os questionamentos.

 

Obras do Colégio João Negrão 

O prefeito de Teixeira Soares, Lula Thomaz (PSB), e o chefe do Núcleo Regional de Educação de Irati, Frederico Ruva Neto, lideraram uma comitiva que esteve em Curitiba, na segunda-feira (15) para discutir a construção do Colégio Estadual João Negrão. A comitiva foi recebida pelo presidente da Fundepar, José Maria Ferreira. Participaram da reunião a diretora do Colégio, Joanita Cardoso, o diretor auxiliar Eliton Filus e o vereador Marcelo Acordi (PSC). De acordo com o prefeito, as tratativas com o Governo do Estado para viabilizar as obras estão ocorrendo com o apoio do deputado estadual Alexandre Curi (PSB).

 

Bacil se reúne com vereadores de Irati 

Os vereadores José Bodnar (PV), Marcelo Rodrigues (PP), Nivaldo Bartoski (PSDB), Rogério Luís Kuhn (PV) e Roni Surek (PROS), além do suplente de vereador Douglas Goy (DEM), estiveram reunidos com o deputado estadual Emerson Bacil (PSL) na última sexta-feira (12). Eles  solicitaram o apoio do deputado para a  reabertura  do Escritório Regional da Sanepar em Irati, mencionaram a importância da continuidade ou adaptação da obra do Centro Cultural Denise Stoklos para outros fins e também falaram sobre a necessidade de construção de mais um Ginásio Poliesportivo em Irati. Também estiveram presente o chefe do Núcleo Regional de Educação, Frederico Ruva, a diretora do Colégio Antônio Xavier da Silveira, Maria Amélia Ingles, que solicitaram melhorias para a educação.