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Edição 1171 - Já nas bancas!
12/04/2019

Presidente da Fiep se reúne com sindicatos da região em Irati

Reunião tratou de novas formas de financiamento de sindicatos e também da sucessão da atual diretoria na federação.

Presidente da Fiep se reúne com sindicatos da região em Irati

Na tarde de sexta-feira (05), o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep-PR), Edson Campagnolo, esteve em Irati para participar de uma reunião na Casa da Indústriacom sindicatos da região.

O assunto principal foi a discussão de formas de sustentabilidade dos sindicatos, como as formas de contribuição sindical. Desde o ano passado, a contribuição sindical não é mais obrigatória, e no mês passado, uma medida provisória impediu que as contribuições voluntárias fossem descontadas diretamente do salário.

Campagnolo afirmou que os sindicatos, especialmente os patronais, já têm realizado outros serviços além de acompanhar e fazer as convenções coletivas, como prestar assessoria jurídica e médico-hospitalar. “Como não existe mais de forma obrigatória, tanto para as empresas quanto para os empregados, temos que ter muita habilidade com este diálogo com o que temos que contribuir”, explicou.

O presidente relatou que desde 2012 a Fiep tem mostrado que era preciso não estar tão depende da contribuição obrigatória. “Nós já fizemos várias ações de convencimento e grandes partes dos sindicatos fizeram o dever de casa, então quero crer que aqueles que não fizeram aquilo lá atrás, estão sofrendo um pouco mais hoje, mas a grande maioria já se envolveu, já se engajaram”, disse.

Ele ainda mencionou que as empresas não são obrigadas a aderir a programas de treinamento ofertados, mesmo que se tenha opções em serviços como Sesi e Senai. “Não existe nenhum tipo de obrigação e eles também não são agentes específicos para ofertar esse serviço, porque as casas, tanto Sesiquanto Senai, são independentes, mas existe sim programas de ações de incentivos de ofertas de serviços que até ajudem na sustentabilidade dos sindicatos”, conta.

Sobre o fato de algumas empresas preferirem aderir a cursos da rede particular para o treinamento, Campagnolo explicou que vê a concorrência como algo saudável. “Hoje e já há alguns anos, essas ofertas de cursos técnicos, especialmente, elas não se limitam mais a essas entidades que têm esse serviço social autônomo, e que é com recursos através de percentual da folha de pagamento das empresas. Mas eu creio que isso é altamente salutar, porque a concorrência é boa em qualquer ambiente, e aqui não deixa de ser diferente”, disse.

Sucessão

No segundo semestre deste ano, terminará o mandato de quatro anos da atual diretoria da Fiep. Edson Campagnolo disse que pretende formar uma chapa única para continuar com o trabalho que está sendo realizado. “Eu pretendo indicar um sucessor, para que os trabalhos que foram realizados nestes oito anos, este é o segundo mandato, nós possamos manter e melhorar”, disse.

Por isso, as reuniões com os sindicatos têm ajudado também para conseguir entender os anseios de cada região. “Uma das atenções é o que estou fazendo, dialogando com os presidentes dos sindicatos para perceber se eles têm alguma preferência, de candidaturas. Temos hoje uns oito nomes de pessoas que eventualmente estão aparecendo. O intuito é dialogar com eles para que nos próximos meses, antes do processo eleitoral ser deflagrado, consigamos fazer uma bela composição, e que não tenhamos mais de uma chapa para concorrer”, conta.

Foto/Texto: Karin Franco/Hoje Centro Sul

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