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Edição 1126 - Já nas bancas!
11/04/2019

Irati está substituindo semáforos por rotatórias

Alguns semáforos foram substituídos por rotatórias em Irati, devido ao baixo custo

Irati está substituindo semáforos por rotatórias

Desde o início do ano, o município de Irati tem feito teste de rotatórias para melhorar o trânsito em alguns pontos. Alguns dos locais que tiveram testes, agora já possuem rotatórias substituindo os semáforos.

Eleito presidente da Comissão de Trânsito nesta semana, o diretor do Departamento de Trânsito de Irati (Iratran), Lee Jhefferson Souza, explica que a escolha das rotatórias partiu da necessidade de substituir os semáforos que são de uma tecnologia antiga.

“Os semáforos que nós temos são da Contrasin. É uma empresa antiga, não está mais fabricando este tipo de semáforo. É um semáforo que temos há mais de 15 anos. É um sistema completamente defasado, um sistema antigo, um sistema que não consegue fazer nada nele. É uma caixa como se fosse um computador de décadas atrás. Com placa que a gente não consegue regular”, explica.

Ele comenta que o valor da manutenção estava caro, já que aContrasin, de Minas Gerais, segundo o diretor da Iratran, é a única que possui algum equipamento relacionado aos semáforos. “Os valores são exorbitantes, de um sistema completamente defasado. Sem contar que temos que pegar, embalar, encaminhar para lá e são 60 dias para voltar de lá. E não temos peças de reposição”, disse.

Segundo Lee, o município conseguiu baratear os custos com uma parceria junto a uma eletrônica que tem ajudado na manutenção dos semáforos. No entanto, a alternativa de substituir os semáforos pelas rotatórias se mostrou mais viável, trazendo um melhor fluxo, e mais barata. “A rotatória é questão de segurança, de fluidez do trânsito, toda essa questão. E o baixo custo”, disse.

Instalação

É o caso da rotatória próxima à Santa Casa de Irati, na rua Abílio Carvalho Bastos no cruzamento com a rua Nossa Senhora de Fátima. “É um lugar que fora do horário de pico, o movimento não é grande, o movimento é pequeno. Passa em torno de 10 carros a cada 15 minutos.Não tem porque ter um semáforo de um minuto em cada lado, prejudicando o movimento, sendo que é um ponto que não necessita”, explicou.A rotatória teve um custo de cerca de R$ 3 mil.

Outro ponto onde foi colocado foi no entroncamento da mesma ruaAbílio Carvalho Bastoscom a rua Presidente Getúlio Vargas, perto da Fósforo. No começo da implementação houve reclamação, especialmente de caminhoneiros, que diziam que não daria para passar. “Na rotatória de baixo tivemos problemas com motorista de caminhão que falavam que iria atrapalhar, que não ia virar. O Código de Trânsito diz que o motorista tem que tentar passar com os pneus da frente, tentar fazer a rotatória, com os pneus de trás ele pode passar por cima da rotatória”, detalha.

Para o diretor da Iratran, a avaliação é que as rotatórias estão funcionando em Irati, ajudando a fluir mais o trânsito. No entanto há situações que os motoristas não utilizam a rotatória de forma correta. “Temos um problema às vezes na rotatória da Vicente Machado próxima ao Mariano Ivasko. Os motoristas sabem que a rotatória está sinalizada com a placa pare. Está o pare no chão. Mas eles vêm e passam reto. Tem que parar. É multa de trânsito”, disse.

Futuras instalações

Outros locais em Irati também deverão receber rotatórias. Um deles é a avenida Noé Rebesco. “Será uma rotatória grande, o estudo é maior. É uma via que tem grande passagem de veículos, aonde não tem semáforo, é uma confusão. Estamos trabalhando com a Copel, com a mudança dos postes para colocar uma rotatória também”, detalhou.

A rua Trajano Grácia, próximo ao Posto Nadir, também deverá ter uma rotatória. No entanto, o local deverá demorar a ter por causa de adaptações que precisam ser realizadas. Segundo Lee, é necessário fazer o meio-fio e estabelecer a entrada e saída do posto para fazer a rotatória. Ele conta que isso é encontrado em vários locais. “Vamos ter que fazer uma reunião com o dono do posto e de outros postos para regularizar a situação”, disse.

Travessia elevada

Outras obras realizadas para melhorar o trânsito são as travessias elevadas, que ajudam na passagem do pedestre e também na redução de velocidade dos veículos. São cerca de 30 a 40 pedidos por mês para a instalação de lombadas para reduzir velocidade, segundo o Iratran.

Uma das instaladas é na rua Benjamin Constant, próximo a um posto de saúde e uma praça, na entrada da cidade. O local contou com uma obra maior, segundo Lee. “Teve que ser feita uma drenagem, teve que ser colocado manilhas na lateral, fazer o passeio com a acessibilidade até o posto de saúde. Então é um trabalho grande”, disse.

Outras duas foram instaladas na rua 19 de Dezembro, em dois pontos. De acordo com o diretor da Iratran e presidente da Comissão de Trânsito, houve a transferência de local de uma das travessias por causa do alto fluxo de pedestres próximo à Churrascaria Italiano e ao supermercado Ivasko. “Você caia na 19 e já tinha a travessia elevada, num local onde não tem muita circulação de pessoas, e a parte da redução de velocidade de veículo, também não fazia. Porque saia da Trajano Grácia, passava a travessia, acelerava para passar o Italiano, porque não tem como para quem quer passar atravessar”, disse.

A outra foi colocada próximo à loja Calce Bem. “Era um ponto que quem vem da Santa Casa para entrar na 19 era insuportável, ficava muito tempo parado, e tem a questão das ambulâncias, é uma rua que dá acesso ao hospital”, explica.

Outras três travessias elevadas devem ser instaladas próximo ao CMEI Dona Candinha e Colégio Estadual Trajano Grácia, em Engenheiro Gutierrez, além do Colégio São Pedro Canísio, e o escola de educação infantil Lápis de Cor.

Texto: Karin Franco

Foto: Jonas Stefanechen/Hoje Centro Sul

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