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Edição 1134 - Já nas bancas!
25/03/2019

Editorial - Os desafios no combate ao bullying

Editorial - Os desafios no combate ao bullying

A violência nas escolas é algo que choca a todos. Desde atentados a brigas entre alunos, tudo que permeia esse assunto se torna algo muito discutido na sociedade. Na última década, algo que não era visto como violência, mas que agora já ganhou notoriedade,são os casos de bullying, que podem apresentar tanto agressões psicológicas, como agressões físicas.

Apesar de muito discutido, há ainda dificuldades e desafios no combate ao bullying. Segundo as escolas, esse combate é contínuo e não há um término, tendo de ser refeito a cada novo caso que surge. Esses casos surgem praticamente todo dia, e em alguns casos, as conversas e os trabalhos são realizados mais de uma vez com o agressor.

Uma das dificuldades, por exemplo, é conseguir fazer com que o agressor entenda de que ele é um agressor. Alguns ainda não conseguem assimilar que o que fizeram era errado e compreender que é necessário pedir desculpas. Já outros conseguem assimilar e quando veem que aquilo que falaram magoou o outro, pedem desculpas e aprendem a não fazer.

Há ainda a busca de fazer com que a violência sofrida não seja motor para que uma nova violência aconteça, numa espécie de revanchismo. A frase ‘violência não gera violência’ é repetida nas escolas para evitar que uma vítima se torne agressor.

Contudo, todo esse trabalho é feito por equipes pequenas que acabam não tendo uma especialização para que consigam manejar esses conflitos. Para algumas escolas, por exemplo, a presença de um psicólogo apoiaria no cotidiano, ajudando de forma terapêutica muitos alunos.

Entre os problemas enfrentados no dia a dia está também no relacionamento dos pais com os alunos, que é algo essencial no combate ao bullying. É através desse relacionamento que os limites são colocados, respeito são ensinados e quando há a convivência em um ambiente social, como é a escola, esse aluno terá uma estrutura por trás que o ajudará com as dificuldades.

Entretanto, não é esse cenário que é encontrado em algumas famílias – que não são a maioria, vale ressaltar. Algumas crianças apresentam o que é chamado de carência afetiva, quando os pais não demonstram seu amor através de carinhos e subjugam a criança, dizendo que ela não dará em nada e que só erra. Porém, há também o contrário, onde há pais que superprotegem os filhos, não os privando de nada.

Os dois excessos acabam na escola e podem se transformar em casos de bullying, já que muitos podem descontar a frustração e a agressividade no outro, ou até então, repetir o comportamento dos pais com os seus próprios colegas.

O combate ao bullying passa por muitas etapas. Com os pais educando dentro de um equilíbrio que gere uma pessoa com respeito e empatia, a escola observando os casos e tratando-os com seriedade na busca de solucioná-los, e os próprios alunos que precisam estar dispostos a entenderem que erraram e que podem consertar esse erro, de preferencia não o repetindo. Em suma, é um trabalho de todos para que se consiga uma harmonia dentro dos ambientes escolares.