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Edição 1134 - Já nas bancas!
21/03/2019

Política em Questão - Por Letícia Torres e Ciro Ivatiuk

Política em Questão - Por Letícia Torres e Ciro Ivatiuk

Richa foi preso pela terceira vez (foto)

O ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), foi preso pela terceira vez na manhã desta terça-feira (19). A prisão é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado, e foi feita pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, Gaeco, do Ministério Público do Paraná.

 

Operação Quadro Negro

Desta vez, Richa foi preso devido às investigações daOperação Quadro Negro, que apura o desvio de mais de R$ 20 milhões de obras de escolas públicas do estado. Também foram presos ex-secretário especial de Cerimonial e Relações Exteriores do Paraná, Ezequias Moreira, e o empresário Jorge Atherino, que seria o operador financeiro do esquema de corrupção que promovia o desvio de recursos de obras do setor de educação.

 

Piada pronta

Uma das piadas mais repetidas pelos paranaenses nesta terça-feira (19) foi sobre a terceira prisão do ex-governador Beto Richa: Com três prisões, ele já poderia pedir música no Fantástico?

 

Quanto tempo para Gilmar Mendes se posicionar?

Na última sexta-feira, dia 15 de março, o ministro do STF Gilmar Mendes concedeu um salvo-conduto para impedir a prisão do ex-governador Beto Richa pela Operação Integração 2 – que investiga fraudes e desvio de dinheiro dos pedágios. Antes, em 14 de setembro do ano passado, o mesmo ministro já havia mandado soltar o ex-governador quando ele foi preso no âmbito da Operação Rádio Patrulha – que investiga desvios no programa Patrulha do Campo. E também tinha dado um salvo-conduto para que Richa não pudesse ser preso devido à Rádio Patrulha. No bolsão das apostas, questiona-se quanto tempo levará até que Gilmar Mendes conceda a liberdade e um novo salvo-conduto ao ex-governador.

 

Deputados x STF

Encontra-se em tramitação na Câmara Federal, o Projeto de Lei 1520/19, dos deputados Igor Timo (Pode-MG) e Roberto de Lucena (Pode-SP), que determina que os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais será julgado pela justiça comum. A iniciativa é uma resposta à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de dar à Justiça Eleitoral competência para julgar crimes comuns ligados a crimes eleitorais, o que poderá enfraquece a Lava Jato.O projeto 1520/19será analisado pelas comissões da Câmara. 

 
 

Projeto visa reduzir a criminalidade 

O governador Ratinho Junior (PSD) reuniu-se nesta terça-feira (19), no Palácio Iguaçu, com o secretário nacional da Segurança Pública, Guilherme Theophilo, para tratar sobre a participação Paraná no Programa Nacional de Enfrentamento à Criminalidade Violenta. O objetivo do projeto é reduzir crimes por meio de ações integradas entre as esferas estadual, federal e municipal. O Paraná é um dos primeiros cinco estados brasileiros que participará deste projeto-piloto federal.  “Nós estamos tomando uma série de medidas na área de segurança pública, e ter um representante nacional aqui nos ajuda a fazer com que todas as medidas que nós queremos implantar no Estado possam acontecer”, disse o governador. Ele falou, também, que vai criar junto com o governo federal uma política de fronteira nas regiões do Estado que fazem divisa com o Paraguai e a Argentina.