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Edição 1158 - Já nas bancas!
15/03/2019

Homenagem relembra a participação feminina na Polícia Militar do PR

Evento realizado pela 8ª Companhia Independente da Polícia Militar ainda contou com uma palestra sobre autoestima e autoconhecimento

Homenagem relembra a participação feminina na Polícia Militar do PR

A história da participação feminina na Polícia Militar do Paraná foi relembrada em um evento alusivo ao Dia Internacional da Mulher, realizado pela 8ª Companhia Independente da Polícia Militar na sexta-feira (08). O evento, que ocorreu no Park Dance, ainda contou com uma palestra sobre autoestima e distribuição de brindes.

A trajetória da mulher na polícia paranaense foi contada pela 1ª tenente, Gisleia Aparecida Ferreira, que destacou diversos obstáculos que precisaram ser superados para que hoje a mulher faça parte da corporação. “Dentro da Polícia, que tem 164 anos de idade, a polícia feminina só foi entrar em 1977. Já tinha mais de 100 anos. E entrou como uma policial para cuidar de crianças, de idosos, de coisas que os homens não gostavam de fazer”, conta.

As dificuldades enfrentadas pelas primeiras mulheres foram destacadas na palestra, especialmente das primeiras sete mulheres formadas na primeira turma. “Conheço a coronel Aparecida, de amizade pessoal. Ela conta para a gente como foi a luta delas, desde um banheiro para elas, desde elas poderem se casar, porque elas não podiam casar naquela época. Eram todas solteiras, para casar era uma briga. Você tinha que sair do seu serviço. Não deixavam fazer o que você estava fazendo. Colocavam em outro [posto de serviço], como forma até de punição, às vezes”, explica.

A palestra ainda destacou a briga por vagas para as policiais femininas. No início, as escolas femininas eram poucas, o que diminuía as vagas. “A briga delas é que cada vez que abrisse uma escola masculina, tivesse uma feminina também”, disse.

As vagas só foram ampliadas há pouco tempo. Em 2000, cada concurso para a Polícia Militar tinha que ter 6% para policiais femininas; só em 2005 que uma lei autorizou que até 50% das vagas fossem destinadas às mulheres. “Quantas mulheres passarem e tiver até esse número, até 50% das vagas destinadas, elas entram. Todas as escolas que vemos têm mulheres fazendo o treinamento igual ao masculino, a classificação é igual. Não tem diferenciação. Vai fazer aula de educação física igual, armamento, tiro, defesa pessoal, aula de trânsito, tudo igual ao masculino, então depois de formada ela está pronta, igual ao masculino também”, explica.

No entanto, ainda é possível enxergar discriminação. “Agora não deve ter essa diferenciação, porém, ainda existem algumas diferenciações. Às vezes, até da própria tropa que o policial masculino prefere trabalhar com o outro masculino do que com a policial feminina, mesmo que ela seja bem treinada e bem capacitada”, disse.

Mas mesmo assim, isso não é impedimento para as mulheres continuarem na polícia. “O que vemos hoje, não é só na Polícia Militar, mas em qualquer profissão. Se você se acha capaz, se preparou a vida inteira, estudou, você tem um treinamento físico bom, você está capaz. Não tem diferença”, disse.

Autoestima

O evento ainda contou com a palestra ministrada pela coaching Caren Kelli que destacou a importância de possuir autoestima. De forma descontraída, ela destacou que as mulheres precisam encontrar o equilíbrio entre cuidar dos outros e cuidar de si mesma, e chamou a atenção para que as mulheres aprendam a se amar mais.

Ela também apresentou algumas técnicas de mindfullness e de respiração, além de realizar atividades de autoconhecimento.

Homenagem

Durante o evento, o comandante da 8ª Companhia Independente da Polícia Militar, major Heraldo Correia de Lima, deixou uma mensagem a todas as mulheres que participaram da homenagem.

O comandante relembrou os problemas atuais enfrentados pelas mulheres, como as desigualdades salariais e sociais, mas destacou que as mulheres não devem abandonar seus sonhos. “Nunca deixem que a insegurança e o medo ditem o curso da sua vida. Siga seus planos, seus sonhos, com seu caminho para o enriquecimento da sua própria existência”, disse.

Presenças

Estiveram presentes no evento o comandante da 8ª CIPM, major Heraldo Correia de Lima, a representante do Corpo de Bombeiros de Irati, tenente Carla Spak, a presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Irati, Sonia Gerchevski, representantes da Guarda Municipal, demais convidados e imprensa.

Texto/Foto: Karin Franco/Hoje Centro Sul

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