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Edição 1142 - Já nas bancas!
08/03/2019

Atleta de Inácio Martins se destaca nas Artes Marciais

Pablo disputará o Campeonato Brasileiro de Jiu-jítsu em abril no estado de São Paulo

Atleta de Inácio Martins se destaca nas Artes Marciais

Pablo Strona de Inácio Martins é atleta amador em artes marciais. Ele luta no peso mosca, até 57 quilos, na categoria Sub-17 e representa a academia Irafight de sua cidade. O atleta está invicto nas Artes Marciais Mistas (MMA), obteve cinco vitórias em cinco lutas, além de ser o campeão estadual de Jiu-jítsu em sua categoria. Ele relata que o seu estilo de luta tem chamado a atenção. “Os organizadores das cidades da região me procuram para lutar porque gostam de ver meu estilo de luta, que é bem agressivo”, conta. 

Pablo conta porque começou a praticar Artes Marciais e como isso o ajudou positivamente. “Comecei com 15 anos, eu era muito brigão na escola, tinha problemas de autocontrole e o esporte me ajudou a me controlar melhor, ter as atitudes certas. Um dia, fui a uma academia de jiu-jítsu para poder aprender e ter uma disciplina. Ajudou muito na escola. As energias negativas que eu tinha durante o dia eu descarregava nos treinos”, disse.

Campeão estadual de Jiu-jítsu, no mês de abril o martinense disputará o campeonato nacional. Porém ele conta que o Jiu-jítsu não é mais seu objetivo, o foco agora é o MMA. “No mês que vem disputarei o Campeonato Brasileiro de Jiu-jítsu em São Paulo. No começo do ano passado percebi que queria algo a mais, fazer algo diferente do que o Jiu-jítsu. Troquei de academia e fui procurar o Irafight, comecei treinar MuayThay e assim migrei para as lutas do MMA”, conta.

O lutador explica porque fez esta escolha. “O Jiu-jítsu é mais investimento, não vejo que poderia me dar um futuro. Já o MMA é o espetáculo, é o show, está todo mundo olhando apenas a sua luta, diferente do Jiu-jítsu que acontecem várias lutas ao mesmo tempo. Eu vejo também que no MMA, se chegar a um evento grande, eles pagam bem, é algo que dá um futuro melhor para a pessoa”, explica.

O Pai

 O pai de Pablo, Rodrigo Strona, comenta como a família recebeu a escolha do filho pelas Artes Marciais. “Na primeira luta dele, que foi aqui em Irati, eu até sai do ginásio. Voltei no final da luta e ele já tinha vencido um rapaz até mais velho do que ele. Dá um pouco de receio porque vemos muitas fraturas. Apesar de ter suas regras, é uma coisa que acontece no esporte. Mas vem do gosto dele, ele quer isso para a vida então temos que incentivar”, relata.

O pai conta que um dos obstáculos é a questão financeira.“Não temos patrocínio de ninguém, mas corremos atrás de patrocínio, tem um pessoal que ajuda, mas não é uma coisa fixa todo mês, eles dão uma ajuda de custo que é mais para alimentação e despesa de combustível. Ele luta no amador ainda, então não tem bolsas, mas a gente corre atrás porque gosta mesmo”, conta.

Rodrigo explica o que é necessário para chegar ao profissional e como ficam registradas as lutas. “São de cinco a sete lutas de MMA por ano, como ele ainda está no amador, pelos treinadores é necessário fazer de 10 a 15 lutas no amador para migrar para o profissional. Vai ter o cartel de 10 lutas aí ele pode migrar para o profissional. Existe o Sherdog que toda luta que ele [Pablo] for fazer ficará registrada, é um documento que existe dentro da confederação”, disse.

Pablo explica que o atleta só pode lutar através da academia à qual está vinculado e cita as consequências de não seguir as regras. “As lutas são arranjadas pelos professores da academia, assim como documentação e tudo que for necessário, inclusive ganhamos carteirinha. O atleta não pode brigar fora academia qual representa.Brigar fora da academia resultará no corte de campeonatos e pode causar a expulsão, mas acho que quem luta não briga”, acrescenta.

Ira Fight

O professor Leandro Bugay, da academia de Irati, comenta o que o atleta precisa para chegar ao profissional.“Para o atleta chegar ao profissional é fazer um card bom no amador, buscar o máximo de vitórias. A partir do momento que ele estiver preparado vai para o profissional. Aí no profissional a diferença é que ele vai mais preparado, ele ganha bolsas pela luta, ele ganha visibilidade para eventos maiores até conseguir mesmo um bom patrocinador. Existe todo um preparo melhor”, conta.

O professor diz como é feita a preparação para os atletas participarem dos campeonatos. “Chegam convites de eventos grandes para nós mandarmos o atleta. A partir daí nós vamos fazer um estudo da possibilidade, vendo se os organizadores do evento vão dar alguma ajuda de custo, vemos as datas, vamos atrás dos patrocínios, para não acontecer de inscrever um atleta em um evento e chegar na hora não ter condições de ir. Isso queima o nome do atleta e da academia”, explica.

Texto: Da Redação/Hoje Centro Sul

Fotos: Reprodução/Facebook

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